12/08/2010

Para os fãs dos X-Men.


Como falei numa postagem anterior, embora tivesse revistas em quadrinhos desde criança, foi em janeiro de 1987 que comecei a ler e colecionar HQs. A revista que deu início à minha coleção foi a Heróis da TV n°91, na qual fui capturado por uma página com uma reunião de heróis desenhada por John Byrne. Não demorou para eu começar a colecionar todas as revistas da Marvel e pouco depois as da DC Comics também (na época, as revistas eram relativamente muito mais baratas do que hoje, e seria viável colecionar todas as edições mensais da Abril apenas com o dinheiro de uma modesta mesada). A primeira edição de Superaventuras Marvel que comprei foi a n°57, de março daquele ano. E com ela veio a primeira história dos X-Men que eu li.

Apesar de a edição trazer na capa o personagem Mestre do Kung Fu, além de uma HQ e um texto sobre o herói Demolidor, o que chamou minha atenção foi a história dos X-Men (que então pronunciávamos “xis-mem”). Nela, os heróis mutantes enfrentavam um grupo de vilões vestindo roupas de época, que atendiam pelo nome de Clube do Inferno. Além da importante participação de Tempestade e Rainha Branca, tinha destaque um certo herói baixinho e de garras afiadas, que eu então ainda não conhecia (por incrível que pareça, há não muito tempo atrás, era possível que um adolescente jamais tivesse ouvido falar do Wolverine ou mesmo dos X-Men...). As revistas seguintes trouxeram histórias menos interessantes para mim, mas isso logo mudaria.

Enquanto eu acompanhava a marcante minissérie Wolverine, de Chris Claremont e Frank Miller, nas páginas da Superaventuras Marvel começavam a ser publicadas as HQs ligadas à “Saga da Ninhada”. Embora os desenhos de Dave Cockrum não fossem dos meus preferidos, a temática futurista e a ambientação espacial dos roteiros de Claremont me agradavam em cheio. E se eu já me tornava um fã dos X-Men, fui conquistado de vez quando as revistas passaram a ser desenhadas pelo excelente Paul Smith, com sua primeira aventura dos heróis mutantes publicada na Superaventuras Marvel n°70. A edição seguinte, inteiramente dedicada aos X-Men e desenhada por Smith, foi uma das melhores daquela célebre revista e é, na certa, minha preferida.

Nos anos seguintes, acompanhei a minissérie e a revista própria dos X-Men, lançadas pela editora Abril. Em 1990, passei a acompanhar também as edições originais da Uncanny X-Men, então desenhadas por Marc Silvestri. No entanto, a queda na qualidade dos roteiros e a superexploração das “super-sagas” levou à minha progressiva perda de interesse por aqueles personagens. O visual interessante ainda me fez comprar as revistas desenhadas por Jim Lee, Whilce Portacio e John Romita Jr., além de algumas edições desenhadas por Joe Madureira. Mas, naqueles meados dos anos 90, meu interesse estava mais voltado para séries como Swamp Thing ou The Sandman e também para os quadrinhos de autores como Moebius, Hugo Pratt e Flavio Colin.

Só recentemente voltei a ler revistas dos heróis mutantes da Marvel, com o intuito de escrever resenhas aqui para o Mais Quadrinhos. Assim, somando textos que eu havia escrito para jornais ainda nos anos 90 e esses novos textos que passei a escrever, o resultado é um razoável arquivo de informações, que traça boa parte da trajetória dos X-Men. Então, para os fãs dos X-Men que acompanham este blog, preparei uma relação dos principais textos sobre os heróis mutantes, numa ordem cronológica das edições abordadas:

A história dos X-Men (1963-1976).
A história dos X-Men (1977-1982).
A história que definiu o futuro dos X-Men.
A marcante minissérie do Wolverine.
A história dos X-Men (1983-1986).
A história dos X-Men (1987-1992).
A verdadeira origem e história do Wolverine.
O melhor dos X-Men no cinema.
Os Novos X-Men de Grant Morrison (2001-2002).
Os Novos X-Men de Grant Morrison (2002-2003).
Os Novos X-Men de Grant Morrison (2003-2004).
Os Novos X-Men de Grant Morrison (2004).
Os X-Men por Joss Whedon e John Cassaday (I).
O pior dos X-Men e do Wolverine no cinema.
Os X-Men por Joss Whedon e John Cassaday (II).
Um novo começo para os X-Men?
O primeiro “arco” dos X-Men de Warren Ellis.
Um novo “crossover” mutante da Marvel.

Fica então o convite, para aqueles que ainda não conhecem os textos ou queiram relê-los numa forma ordenada.

10 comentários:

Do Vale disse...

Peguei "Xis-Men" na fase do Silvestri, na Austrália... Na verdade, foi no finalzinho da época do Romita Jr., entre o número 30 e 40, acho. Haaaa, voltava da banca com um monte de revistas! =D
Lembro que eu torcia pros X-Men acabarem com o X-Factor e voltarem pra Mansão Xavier, mas torcia mesmo! Lembra de uma Clássicos dos X-men, acho, da Abril? Um tijolinho que nem dava pra abrir direito, de tão grosso que era? Pegou essa fase pós-Saga da Ninhada, com o Paul Smith. Novos Mutantes, Morlocks, a vingança do Mestre Mental (que equivale àquela minissérie que tu mencionou)... Época boa... =)

Wellington Srbek disse...

A fase do Romita Jr. veio após a do Paul Smith e, embora preferisse os desenhos deste último, eu passei a curtir o trabalho do outro também, porque as histórias estavam bem legais. Teve uma em que alguns X-Men enfrentavam o pai do Warlock e saiu num desses "tijolinhos", que gostei demais. Mas aí eu também pulei para a fase do Silvestri, pois passei a comprar a revista em inglês.
Era um tempo bacana!

Marcus disse...

Os X-Mens são muito importantes para mim, pelo simples fato que foi a primeira revista em quadrinhos que tive. Para ser mais preciso, foi uma Fabulosos X-Men Nº2, ainda pela Abril, la pra idos de 1995, 1996...

E o resto é historia. =D

Wellington Srbek disse...

Mas acho que o tema da próxima postagem é ainda mais importante para você, Marcus. Aliás, foi você que me cobrou que escrevesse esse texto.

Raoni Holanda disse...

tbm comecei a ler comics com x-men há quase 15 anos atrás. na época era um rato de sebos e bibliotecas e procurava tudo o que conseguia das histórias antigas dos mutantes. um tempo depois acabei transferindo minha paixão para os gibis do homem-aranha, mas essas histórias antigas ficarão sempre na minha memória de fã.

obrigado pelo momento de nostalgia.

Wellington Srbek disse...

Na época em que eu comecei, Raoni, aqui em BH havia muitas bancas que vendiam formatinhos da Abril antigos, então eu fazia incursões pelo Centro da cidade, em busca de antigas edições de Superaventuras Marvel. A mais difícil de encontrar era a 45, que trazia a primeira parte de "Dias de um Futuro Esquecido".
Mas se se tornou um fã do "Cabeça-de-Teia", creio que a próxima postagem será ainda mais nostálgica para você!

Manuel Frederico disse...

Eu comecei com um Marvel Especial com a Saga Da Fenix,e tive a sorte de comprar o 2 num alfarrabista local,logo depois comecei a colecionar com o X-men formatinho 18 contra o Dr Destino.

Wellington Srbek disse...

Na época que comecei a colecionar quadrinhos, havia pouco tempo que a Saga da Fênix fora publicada no Brasil e ela ainda era uma HQ muito comentada. Li pela primeira vez numa reedição pela editora Abril.

Jacques disse...

Eu comecei a ler X-Men no gibi Superaventuras Marvel 71, no final da da saga da Ninhada, em 88.
Pra minha sorte, logo depois saiu o gibi dos X-men em formatinho.
Lembro que eu simplesmente detestava o John Romita Jr. (que mandou muito bem com o Kick-Ass)), mas comprava o gibi por causa dos argumentos do Claremont.
Atualmente eu leio hqs por autor e não por personagem, e estou bem por fora do Universo Marvel, mas as boas lembranças ficam.
Até mais.

Wellington Srbek disse...

Foi uma fase memorável para muitos leitores. A Marvel a relançará em capa-dura em breve.