21/11/16

Solar: Edição Especial!

Num lançamento digital pela plataforma Social Comics, chega uma nova HQ do herói Solar, com roteiro de Wellington Srbek, arte de Carlos Fonseca e balonamento por Cleber Campos.

Solar: Edição Especial mostra as consequências e repercussões dos fatos ocorridos ao final da edição anterior, revelando o que aconteceu com Solar e quais desafios aguardam o herói daqui para frente. Além de trazer um roteiro totalmente inédito, a edição especial se destaca pelas fantásticas páginas produzidas em arte digital.

Solar: Edição Especial
Criação e roteiro: Wellington Srbek
Arte digital: Carlos Fonseca
Balonamento: Cleber Campos
Editora: Mais Quadrinhos
14 páginas em cores

20/11/16

Solar: Edição Especial (prévia).

Em 2015, enquanto concluía a preparação do álbum Solar: O Caminho do Herói, escrevi e desenhei o roteiro para o décimo capítulo da série, que ganharia um tratamento muito especial na fantástica arte digital do amigo Carlos Fonseca (da qual temos uma bela amostra na página acima).

Conheci Carlos há uns vinte anos na UFMG, ele cursando Artes Plásticas, eu cursando História. Na época surgiu a ideia de fazermos uma HQ juntos, o que não aconteceu, embora tenhamos produzido capas para edições independentes que lancei nos anos seguintes (Caliban n°4, Monstros e Alienz).

Na certa, valeu a pena esperar vinte anos para ver um roteiro meu ilustrado por ele, ainda mais sendo um capítulo de Solar!

14/11/16

Para Leonard Cohen, com amor

Dear Leonard,

Começo me desculpando por chamá-lo pelo primeiro nome, em vez de utilizar um mais solene “Mr. Cohen”. Mas você gostava de chamar o público de suas apresentações de “friends”, então me sinto convidado a chamá-lo de Leonard. Você que, com suas canções singulares e arrebatadoras, se tornou alguém tão familiar nos últimos 15 anos. Alguém tão significativo para mim, que ler a notícia de seu falecimento foi como levar um soco no peito. Um forte golpe, que me deixou com um aperto no coração e sem muitas palavras com as quais responder. Foi algo como perder um amigo de longa data, ou um grande mestre.

Lembro-me que, ainda criança, eu já tinha ouvido canções como “Suzanne” e “So long, Marianne”, pois trechos delas tocavam numa propaganda de TV anunciando coletâneas de discos com sucessos de décadas passadas, nesse caso, dos anos 60. Mas nosso primeiro encontro realmente significativo para mim foi em 1994, numa sala de cinema, logo na abertura de Assassinos por Natureza de Oliver Stone, em que somos magnetizados por seu timbre ecoante e abismal na incomparável “Waiting for the miracle”. E você volta a emprestar sua voz a cenas do filme, e é com ela que vemos subirem os créditos ao final, ao som da profética “The Future”.

Eu era então jovem e absolutamente dedicado ao ofício dos quadrinhos, de forma que música e poesia eram periféricas em minha vida. Isso mudaria, porém, no começo de 2001, quando um fim de namoro deixou-me sentindo totalmente perdido. Fiquei sem a amada da época e sem um rumo certo, prosseguindo como uma sombra de mim mesmo. Quando consegui me organizar um pouco melhor, era hora de encontrar novos sentidos e resolvi começar por “descobrir o rock”. Fiz uma lista de músicas e saí para comprar CDs com clássicos dos Beatles e dos Stones, The Doors e mais. A maior parte desse “mais” sendo Bob Dylan, em vários CDs e vinis.

Eu já começava e me tornar fã de carteirinha de Dylan, quando me lembrei daquela voz incrível na abertura daquele filme de 1994. Foi aí que meu amigo e mestre nos quadrinhos, Nilson Azevedo, contou-me de quem era aquela canção e quão fantástico era o cantor e compositor canadense chamado “Leonard Cohen”. Naqueles meados de 2001, Nilson fez algo que eu mesmo faria para outras pessoas ao longo dos anos seguintes, que é oferecer essa senha, hoje menos secreta, quase pop até, para um universo inteiro de melodias e letras, beleza e sabedoria. E bastou ouvir sua coletânea "The Greatest Hits" para logo voltar às lojas de discos, obstinadamente em busca de CDs e vinis que tivessem o nome “Leonard Cohen” na capa.

“Time out of mind” de Dylan e o seu “Songs of love and hate” me resgataram da “avalanche” que havia coberto minha alma e me ajudaram a encontrar um rumo novo em 2001. Claro que os processos de cura deixam suas cicatrizes, e um coração partido jamais se refaz o mesmo de antes, mantendo algumas fissuras. O que é parte dos maravilhosos paradoxos da vida, pois como nos conta uma de suas lindas canções: “há uma falha em todas as coisas / é assim que a luz adentra”. E o coração partido se regenerou, para amar mais e de novo, depois e agora, tendo ganhado fissuras pelas quais a poesia, de Dylan, de Drummond e a sua em especial, chegou para fazer de mim alguém outro.

E você, dear Leonard, nos ensinou tanto sobre a vida e o mundo, sobre amor ao próximo e amar a Humanidade! É claro que você ter ensinado não quer dizer que nós aprendemos, não é mesmo? De qualquer forma, com o tempo que passa, como têm feito sentido para mim seus versos que falam: “não se prenda ao que já passou / ou ao que ainda está por vir”... Viver o presente, cada momento plenamente, outro ensinamento seu, um discípulo budista de origem judaica, que citava Jesus em várias de suas canções e talvez tenha sido a melhor personificação de um monge-trovador, a cantar as verdades e os reveses, as delícias e as amarguras do amor, físico e espiritual.

Não vou aqui repetir a lista de suas canções que mais gosto, pois na certa acabaria por deixar alguma de fora. Afinal, você é o único músico de quem tenho todos os discos. Que Dylan não me ouça dizer isso... E como foram excelentes seus mais recentes discos de estúdio e os CDs e DVDs de apresentações ao vivo! Nestes últimos, em particular, é possível ver como você se sentia realizado durante sua Grand Tour, entrando correndo no palco, reverenciando seus virtuosos companheiros e companheiras de turnê, brincando com as plateias pelo mundo, saindo de cena dançando e sorrindo. Confesso que achei seu último disco de estúdio muito sombrio, mas o título já nos avisava disso, e de fato estamos em tempos pouco iluminados.

Mas já me delonguei demais nesta carta, dear Leonard. Passa do meio-dia, de um dia chuvoso e frio. Dizem que hoje teremos a maior Lua dos últimos 70 anos, mas por aqui parece que só um milagre permitirá que a vejamos. De qualquer forma, continuemos esperando pelos milagres, certo? Bem, levei alguns dias para poder sequer pensar em te escrever algo, e acabei escrevendo mais do que imaginaria a princípio. Pois, na verdade, tudo que está dito nas linhas acima pode ser resumido num: Obrigado, mestre, por tantos belos ensinamentos, por tantas belas canções de amor e sabedoria, trilha com a qual sigo a estrada desta vida!

Com amor,
W. Srbek

03/10/16

Muiraquitã Especial!

Com roteiro de Wellington Srbek e desenho de Laz Muniz, a revista Muiraquitã Especial foi distribuída para o público do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) em 2005, tendo sua HQ republicada no ano seguinte no álbum Muiraquitã. A revista ganha agora uma reedição digital pelo selo Mais Quadrinhos, estando disponível na plataforma Social Comics.

Numa viagem pela Amazônia, o biólogo Miguel Andrade “acidentalmente” encontra um pequeno amuleto em forma de rã, o muiraquitã. Porém, o que parecia ser apenas uma escultura de pedra verde acaba ganhando vida e, fantasticamente, se mescla ao atordoado biólogo. Em seguida, Miguel conhece o professor Cornelius Flamarion, um célebre pesquisador de fenômenos paranormais e membro fundador da Sociedade de Estudos Sobrenaturais. Juntos, eles passam a viajar pelo Brasil enfrentando lobisomens e outros monstros folclóricos, enquanto buscam a explicação para os fatos ocorridos na Amazônia. 

Em Muiraquitã Especial, essa viagem de aventuras e descobertas os leva a Ouro Preto, para investigar o desaparecimento de crianças envolvendo um suposto “bicho-papão”.

Muiraquitã Especial
Criação e roteiro: Wellington Srbek
Desenho e arte-final: Laz Muniz
Editora: Mais Quadrinhos
26 páginas

16/09/16

Warp

Em 1996, o movimento de quadrinhos em BH estava no auge! Dezenas de quadrinistas, trabalhando individualmente ou reunidos em grupos, revistas regulares e esporádicas, páginas de crítica de HQ em jornais, programas na TV, festas de lançamento e eventos em lojas... O que no começo daquela década surgiu de maneira insipiente e desconexa atingia então seu ponto de ebulição, dando vida a uma verdadeira “cena quadrinística”. Quem não viveu aquele momento talvez não entenda a dimensão de toda a efervescência cultural que, antes mesmo dos grandes eventos como a Bienal Internacional e as edições do FIQ, já fazia de BH a capital brasileira dos quadrinhos.

Naquele ano, eu produzia as edições da revista Solar e me preparava para, no ano seguinte, lançar sua substituta, a Caliban. Para a nova publicação regular, além da continuação da série original do Solar, eu criava novas HQs e personagens. Entre eles, estava o alienígena Warp, que ganharia forma no expressivo traço do amigo Laz Muniz, que todos podem conferir na ilustração acima. Tendo apenas duas HQs publicadas, nos números 1 e 4 da revista, a série Warp era ao mesmo tempo uma paródia e uma crítica. Uma paródia dos muitos clones de um certo herói mutante de garras afiadas e uma crítica à violência gratuita superexplorada nos quadrinhos da época.

Olhando hoje para aquelas HQs e incluindo aí o roteiro de um terceiro capítulo que não chegou a ser desenhado, mais que a paródia ou a crítica aos quadrinhos da época, o que se sobressai são os “vilões” e as situações escolhidos para Warp enfrentar: uma gangue de neonazistas atacando uma mulher, um maluco religioso que mata pessoas a esmo e um grupo de mauricinhos que se diverte incendiando moradores de rua. Duas décadas depois, talvez esses temas pareçam até mais presentes do que em 1996... De qualquer forma, não deixo de me admirar também com a velocidade como o tempo passou, e que outro de meus personagens já esteja completando 20 anos de criação!

04/09/16

Histórias Extraordinárias!

O incomum, o inesperado, o extraordinário... Anjos e demônios, monstros e alienígenas povoam as páginas de Histórias Extraordinárias, coletânea que reúne as HQs “Confissões de um pobre diabo” (publicada originalmente em 2003 na revista Apócripha) e “O melhor dos mundos possíveis” (publicada originalmente em 2007 na revista Alienz), acompanhadas do poema narrativo “Convenção dos Monstros”. Passado e futuro, mito e terror, poesia e quadrinhos se misturam numa edição composta por belas capas e fantásticos desenhos.

Histórias Extraordinárias
Criação e roteiro: Wellington Srbek
Capa e contracapa: Carlos Fonseca
Desenhos: Fernando Cypriano e Eduardo Pansica
Editora: Mais Quadrinhos
58 páginas

04/08/16

Solar em edição digital!

O herói brasileiro Solar ganhou uma versão inteiramente renovada nos álbuns Solar: História de Origem (2014) e Solar: O Caminho do Herói (2015), reunidos agora numa coletânea digital. Solar: Volume 1 traz todo o conteúdo das publicações anteriores, estando disponível para os assinantes da plataforma Social Comics.

Solar nos apresenta Gabriel Nascimento, um jovem que levava uma vida comum, até o dia em que descobriu possuir incríveis poderes. Mas essa descoberta traz também mistérios e desafios que ele terá de enfrentar para encontrar seu destino e proteger as pessoas que ama. Após uma conversa com um urubu falante, um reencontro familiar e uma vertiginosa experiência xamanística, chega a vez de o herói encarar seu arqui-inimigo. Tudo isso numa HQ com roteiro envolvente e ótimos desenhos.

Solar: Volume 1
Criação e roteiro: Wellington Srbek
Desenho e cores: Abel Vasconcellos
Balonamento: Cleber Campos
Editora: Mais Quadrinhos
94 páginas em cores


As edições impressas da série continuam à venda para todo o Brasil pela Comix Book Shop: