26/01/16

Sobre o amor e outras perdições

Reunião de poemas, de 2003 a 2015, que traz versos insinuantes, amores relembrados, memórias partidas e poesia erótica. O livro privilegia o trabalho com o ritmo e a rima, dando forma poética a situações amorosas e passionais. Uma experiência criativa que busca refletir o sentido pleno do erotismo, falando às leitoras e aos leitores através do verso.

Clique aqui para ver detalhes do livro.

25/01/16

Brincando com fogo

Reunião de poemas, de 2002 a 2003, que traz versos reflexivos, brincadeiras intertextuais, jogos de palavras e poesia erótica. O livro varia na estrutura dos poemas, tendo predileção pelo trabalho com o ritmo e a rima. Um registro poético de momentos singulares e da própria descoberta da poesia pelo autor, enquanto experiência de leitura e forma de expressão.

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24/11/15

“Civilização x Barbárie”?

Terrorismo é barbárie, e ponto final. Não há justificativa para o massacre de pessoas em nome de uma causa ou de uma divindade. Não há explicação racional que fundamente a irracionalidade homicida de indivíduos com armas e bombas que matam e mutilam pessoas que simplesmente exerciam o direito fundamental de viver suas vidas e fazerem suas livres escolhas de como viver essas vidas. Para os assassinos que realizam essas atrocidades, espalhar o medo e a sensação de insegurança, em outras palavras: disseminar o “terror”, parece ser o objetivo mais direto e mais efetivo.

Ainda assim, atos abomináveis como os ocorridos em Paris na noite de 13 de novembro parecem ter outro efeito que também serve aos objetivos distorcidos dos terroristas: o de aumentar distâncias, aprofundar diferenças e inflamar a infame retórica do “nós contra eles”. Infelizmente, nas horas e dias que se seguiram aos atentados em Paris, não faltaram manifestações de ódio e intolerância contra pessoas e comunidades muçulmanas. E isso não apenas da parte de indivíduos desinformados e preconceituosos, mas também de alguns dos principais “formadores de opinião” em nosso país, que não perderam a oportunidade de reproduzir a retórica do conflito “civilização contra barbárie” ou mesmo a concepção de uma “guerra de civilizações”. Mas é importante tentarmos ver essa questão de uma perspectiva mais ampla...

A noção ocidental de “civilizados” e “bárbaros” remonta aos tempos da Grécia antiga, quando as cidades-estado gregas enfrentaram a invasão dos exércitos persas. Foi herdada pelo Império Romano, que confrontava sua cultura clássica com as características próprias dos vários povos que buscava conquistar em sua expansão pela Europa e pelo Mediterrâneo afora. Após a ascensão do cristianismo no século IV, ela se cristalizou na imagem de uma Cristandade guardada por seus muros e crenças, contra um mundo repleto de povos pagãos e invasores bárbaros. Isso duraria até as cruzadas, quando a Europa medieval se mobilizou numa “guerra santa” para conquistar os lugares considerados sagrados no Oriente Médio.

Assim, durante a Idade Média, a civilização cristã da Europa e a civilização islâmica do Oriente Médio e norte da África de fato se enfrentaram num embate “civilizacional”, com diversos episódios sangrentos, como a tomada de Jerusalém pelos cruzados e a conquista de Constantinopla pelos turcos. Mas não se deve esquecer que esse embate político foi também um encontro de culturas, com episódios de tolerância e cooperação, como na cidade espanhola de Toledo. Esse encontro cultural deixou muitos frutos na arquitetura, na linguagem, nas ciências, propiciando a redescoberta da herança grega pela Europa, lançando as sementes da Renascença.

Voltando a nosso tempo, o antagonismo do “nós” contra “eles”, da “civilização” contra a “barbárie” só serve ao radicalismo, seja ocidental ou jihadista, pois fomenta o preconceito, baseando-se em estereótipos que não necessariamente têm qualquer ligação com a realidade. Identificar a comunidade muçulmana com o sectarismo assassino dos movimentos jihadistas é desinformação ou má-fé. Um fato é que a maioria absoluta dos seguidores do Islã não tem qualquer ligação com movimentos radicais que incitam a violência contra os “infiéis do Ocidente”. Outro fato é que, em termos de número de vítimas, são as próprias populações do Oriente Médio e do norte da África que mais têm sofrido com os atentados terroristas cometidos pela Al Qaeda, Boko Haram, ISIS e seus afiliados. Nesses lugares, a contagem de vítimas alcança a casa dos milhares, embora suas mortes não tenham o devido destaque em nossa mídia.

Por tudo isso, a retórica da “civilização contra barbárie”, tão popular na mídia e nas redes sociais, parece ter “pés de barro”, fundamentando-se numa falácia. Para exemplificar que as fronteiras entre “civilização” e “barbárie” não são tão delimitáveis assim, bastaria citar a criminosa invasão do Iraque em 2003, orquestrada pelos “falcões” de George W. Bush e seus afiliados ávidos por petrodólares. Ou lembrar que o ápice da cultura europeia no começo do século XX foi também o berço da maior abominação da História contemporânea: a Alemanha Nazista e o Holocausto. Como um todo, do Ocidente ao extremo Oriente, de norte a sul do globo, no final das contas não há tanto de “civilizado” na sociedade industrial moderna, movida por um impulso desenfreado de produção-consumo, que mina os recursos naturais do planeta gerando poluição e desequilíbrios social e ecológico.

Atentados como os ocorridos nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001 ou os de Londres em 7 de julho de 2005 têm suas supostas motivações políticas. Esses eventos abomináveis, como os ocorridos na noite de 13 de novembro em Paris, têm também suas distorcidas motivações ideológicas que buscam atacar valores e ideais preciosos para a maioria de nós: o direito à vida, o respeito pelas diferenças e o espírito de liberdade. Terrorismo é barbárie, e ponto final. ISIS e outros grupos de ideologia totalitária e atos genocidas devem ser combatidos e derrotados. Mas oremos, a Deus ou a Alá, para que o combate ao terror não repita os erros do passado recente, alimentando o ódio e fortalecendo o próprio mal que se busca eliminar.

(Enquanto isso, continuamos sonhando com o dia em que haverá paz e irmandade entre os povos; já que todos nós, homens e mulheres, ocidentais e orientais, “gregos e troianos”, somos o mesmo e um só: o povo humano.)

20/10/15

Um novo ciclo solar!

Como já contei aqui, desde 2010 eu cultivava a ideia de uma “renovação” do personagem Solar. Assim, ao longo de 2011 escrevi e rascunhei os três primeiros capítulos de um novo roteiro, ficando para 2012 a produção dos dois seguintes. Apenas em janeiro de 2014 pude retomar o trabalho na nova história, com a produção de mais três capítulos, ficando para março de 2015 o capítulo de fechamento desse “novo ciclo solar”.

Meu novo roteiro originou noventa páginas de HQ e duas belas capas desenhadas, entre maio de 2013 e maio de 2015, pelo talentoso Abel, também responsável pela colorização do trabalho. O balonamento e a montagem final das páginas ficaram por conta do amigo Cleber Campos. O resultado foram as edições Solar: História de Origem, lançada em julho de 2014, e Solar: O Caminho do Herói, lançada em junho de 2015.

Alguns elementos da nova versão são semelhantes aos das HQs anteriores, pois se trata essencialmente do mesmo personagem: um herói cultural com poderes xamanísticos, que não usa as fantasias coloridas dos super-heróis em geral. Temos, porém, várias diferenças que fazem dessa a melhor versão do Solar, incluindo personagens coadjuvantes inéditos e uma produção gráfica bem superior à das publicações anteriores.

O novo Solar surgiu da vontade de ver o personagem e sua história apresentados da melhor maneira possível. Para os leitores que já o conheciam das versões anteriores, esta renovação pode trazer o brilho das HQs menos violentas de quando éramos mais jovens. Para os leitores que chegam agora, essas edições trazem algo realmente novo: a trajetória de um herói que podem acompanhar desde a primeira página.

E essa história não termina aqui, pois quando concluía a segunda edição em 2015, eu já trabalhava no décimo capítulo da história. Com ele se inicia mais um “ciclo” na trajetória de Solar; uma nova fase da qual temos uma bela amostra acima, na fantástica ilustração digital produzida pelo genial Carlos Fonseca...


(Enquanto uma próxima edição com Solar não chega, para saber mais sobre o personagem, ver páginas de amostra, resenhas e muito mais, clique aqui.)

29/08/15

Solar em resenhas e mais...

No início de julho, aconteceu o lançamento de Solar: O Caminho do Herói, HQ que dá continuidade à aventura iniciada em Solar: História de Origem (vistas lado a lado acima numa foto do blog Universo dos Leitores).

O novo título do selo Mais Quadrinhos também tem recebido comentários elogiosos e resenhas bem legais que compartilho com vocês a seguir.


Solar também foi o tema principal numa caprichada matéria / entrevista para o blog espanhol Historietas a Pedales: http://historietasapedales.blogspot.com.es/2015/07/interviustando-wellington-srbek.html
E no mesmo blog o personagem acaba de ganhar um detalhado artigo que analisa suas principais características e mais: http://historietasapedales.blogspot.com.es/2015/08/y-lo-mejor-esta-por-llegar-solar-tebeo-1.html

Para quem ainda não conhece as novas edições com o personagem, elas podem ser encontradas em algumas lojas de quadrinhos e também encomendadas para todo o país pela Comix Book Shop:

Aguardem para breve mais novidades sobre a série SOLAR e outros quadrinhos!

21/06/15

Solar: O Caminho do Herói!

Criado em 1994, o personagem Solar ganhou versão renovada em 2014, com roteiro e desenhos refeitos, além de produção gráfica de alta qualidade. O álbum Solar: História de Origem conquistou elogios dos leitores e da crítica de quadrinhos, que expressaram uma opinião comum: a primeira HQ deixou "um gosto de quero mais". Esses pedidos acabam de ser atendidos com a chegada de Solar: O Caminho do Herói!

A nova edição continua a aventura iniciática de Gabriel Nascimento, um jovem que tem sua vida transformada ao descobrir que possui incríveis poderes. No início da HQ, encontramos o herói ainda em busca de um sentido para os fatos incríveis que estão acontecendo. Para complicar mais as coisas, ele tem uma inusitada conversa com um urubu mitológico e passa por um inesperado reencontro familiar. Então, após uma vertiginosa experiência xamanística, chega o momento de Gabriel enfrentar seu arqui-inimigo, num duelo ao meio-dia no centro da cidade. Mas, num confronto envolvendo mito e magia, luz e sombra, as fronteiras entre “vitória” e “derrota” podem acabar se misturando.

Com roteiro e edição de Wellington Srbek, desenhos e cores de Abel, balonamento e montagem por Cleber Campos, Solar: O Caminho do Herói segue a qualidade da edição anterior, numa nova HQ com história envolvente, fantásticas imagens e ótima produção gráfica, podendo ser adquirida aqui.


Solar: O Caminho do Herói

Criação e roteiro: Wellington Srbek
Desenho e cores: Abel
Balonamento: Cleber Campos
Editora: Mais Quadrinhos

40 páginas em cores
capa cartonada
formato 19 x 28
preço R$ 15,90

Solar: O Caminho do Herói (prévia 4).

Solar: O Caminho do Herói (prévia 3).

Solar: O Caminho do Herói (prévia 2).

Solar: O Caminho do Herói (prévia 1).