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01/09/2016

Histórias Extraordinárias!


Anjos e demônios, monstros e alienígenas povoam as páginas de Histórias Extraordinárias, coletânea que reúne as HQs “Confissões de um pobre diabo” (publicada originalmente na revista Apócripha) e “O melhor dos mundos possíveis” (publicada originalmente na revista Alienz), acompanhadas do poema narrativo “Convenção dos Monstros”. Passado e futuro, poesia e quadrinhos, suspense e aventura se misturam numa edição composta por fantásticos desenhos!

Criação e edição: Wellington Srbek
Desenhos: Fernando Cypriano e Eduardo Pansica
Capa e contracapa: Carlos Fonseca
Editora: Mais Quadrinhos
56 páginas de miolo
(edição digital)

21/03/2014

Novidades da NEMO: A Iara - Uma lenda indígena em quadrinhos!

A lenda da Iara é recontada nesta HQ de amor e terror, inspirada nas narrativas indígenas tradicionais. Com dinâmica e dramaticidade a cada página, esta versão em quadrinhos reúne um traço moderno e uma história tradicional, um tema ao mesmo tempo muito brasileiro e bastante universal.

56 páginas, capa cartonada, formato 20 x 27,3

22/09/2013

Fantasmas do passado continuam sendo notícia...

Lançado pela editora NEMO em agosto, o álbum Fantasmagoriana & Outros Contos Sombrios continua sendo notícia!

Já tínhamos visto duas resenhas bem bacanas numa postagem anterior, que pode ser conferida aqui. Agora, temos um texto da jornalista Katia Saisi, que fala também de outro trabalho meu desenhado por Mestre Colin, o premiado Estórias Gerais. A matéria pode ser conferida neste link.

E as HQs que Mestre Colin desenhou para mim, com seu estilo inconfundível, são também o tema da resenha do jornalista Ernesto Barros, do Jornal do Commercio, que destaca as novas edições de nossos trabalhos, publicadas pela NEMO. Para ler a matéria, basta clicar na imagem acima.

Para completar, também foi publicada no blog Quadro a Quadro a resenha-crônica muito legal que a jornalista Keli Vasconcelos escreveu sobre sua experiência de leitura do álbum Estórias Gerais. Confira clicando aqui.

Para todos que divulgaram e têm divulgado esses trabalhos, meu muitíssimo obrigado!

05/09/2013

Fantasmas históricos e terror brasileiro...

Lançado recentemente pela editora NEMO, o álbum Fantasmagoriana & Outros Contos Sombrios ganhou uma matéria bacana no jornal Estado de Minas, que pode ser lida acima, e também uma ótima resenha escrita pela blogueira Fernanda Bender, que pode ser lida aqui

24/07/2013

Novidades da NEMO: Fantasmagoriana & Outros Contos Sombrios!

Após criarem o já clássico Estórias Gerais, o desenhista Flavio Colin produziu para o roteirista Wellington Srbek três outras HQs. Publicadas em revistas independentes, entre 2000 e 2002, “A Companhia das Sombras”, “Admirável Novo Mundo” e “Uma noite no fim do mundo” ganham agora sua primeira edição conjunta. A terceira delas, lançada na revista Fantasmagoriana, renderia a Srbek os troféus HQ MIX de “Melhor Graphic Novel Nacional” e Angelo Agostini de “Melhor Roteirista”. Tendo como tema o terror, esta coletânea de contos sombrios traz o traço de Colin em toda sua expressividade, incluindo a última HQ desenhada por ele.

48 páginas, capa cartonada, formato: 22,5cm x 32cm

02/07/2012

Novidades da NEMO: O Incrível Cabeça de Parafuso e Outros Objetos Curiosos!

Máquinas voadoras vitorianas, uma cabeça mecânica, roubos de tumbas, fantasmas, bruxas, marionetes, alienígenas e vegetais gigantes: um vertiginoso desfile de curiosidades encontra-se reunido nesta coletânea, incluindo as HQs ganhadoras do Prêmio Eisner "O Incrível Cabeça de Parafuso" e "O Mágico e a Cobra", além de três outras histórias nunca antes publicadas e mais material inédito do criador de Hellboy

104 páginas em cores + capa dura, formato 17,5cm x 26,5cm

06/07/2011

Meus quadrinhos digitais!


Como anunciei numa postagem anterior, já estreou a loja de quadrinhos digitais, MobiComics. As primeiras edições estão disponíveis para compra em iPad, iPhone e iPod Touch, bastando baixar o aplicativo da loja.

Entre as HQs disponíveis, temos alguns dos trabalhos que lancei nos últimos anos, como ALIENZ, MUIRAQUITÃ, SOLAR: Renascimento e SOLAR: Solo Sagrado. Completando a coleção digital, temos QUANTUM e APÓCRYPHA, dois de meus álbuns há muito tempo esgotados na versão impressa.

Essa é uma boa oportunidade para quem ainda não conhece esses trabalhos, que dividem o espaço da MobiComics com HQs do mestre Julio Shimamoto e do talentoso Will.

Isto é apenas o começo e mais trabalhos estão a caminho!

07/06/2011

MobiComics: a primeira loja brasileira de quadrinhos digitais!


Não há duvidas de que o futuro dos quadrinhos passa pelo meio digital. Se já tínhamos os smartphones e os media players portáteis, nos últimos anos, o surgimento e a disseminação dos tablets forneceram as plataformas ideias para a veiculação e leitura eletrônica de HQs. A verdade é que a história dos quadrinhos digitais está apenas começando, e já fazemos parte dela!

Acaba de estrear a MobiComics: primeira loja brasileira de quadrinhos digitais para iPhone, iPad e iPod Touch. Disponibilizando HQs em português e dando destaque especial a trabalhos de autores brasileiros, a loja digital será um espaço aberto a autores e editoras que queiram comercializar seus trabalhos no meio digital. Todos podem ver uma apresentação da loja, clicando aqui.

Além de lançamentos da Editora NEMO e de trabalhos de quadrinistas independentes e mestres como Julio Shimamoto, a MobiComics também está aberta à veiculação de álbuns, revistas e coletâneas de quadrinhos lançadas por outras editoras. O objetivo principal da loja digital é valorizar as HQs brasileiras, oferecendo aos leitores de língua portuguesa um acervo amplo e diversificado, no qual a qualidade das obras seja o diferencial.

MobiComics é isso: a mobilidade das plataformas digitais aplicada à sua coleção de quadrinhos brasileiros. O melhor de nossas HQs, ao alcance de um clique!

01/12/2010

“Quadrinho é minha cachaça!”


A frase que dá título a esta postagem me foi dita há mais de uma década pelo saudoso amigo Flavio Colin. O grande gênio e mestre de nossos quadrinhos a utilizava para expressar sua paixão por essa arte tão fascinante e ao mesmo tempo desprestigiada. Sendo sua “cachaça”, os quadrinhos levaram-no a deixar uma rentável carreira na publicidade para se dedicar novamente a desenhar personagens e histórias quase sempre muito brasileiras.

Mas seu amor pelas HQs e pelo Brasil sofria de um mal irreparável chamado mercado editorial brasileiro. O fato é que, em suas últimas décadas de vida, Colin não recebeu o devido reconhecimento por parte dos editores, que chamava de “tão relapsos e cretinos quando se trata de pagar a seus colaboradores” (a carta completa da qual tirei este trecho pode ser lida na seção Extras do Mais Quadrinhos). A história poderia ter sido bem diferente!

Fato é que os editores não souberam valorizar o maior talento de nossas HQs. Um artista que, como já escrevi numa postagem anterior, merecia lugar de destaque ao lado de outros mestres fundadores como Jack Kirby, Will Eisner, Osamu Tezuka e Hugo Pratt. Foi preciso que Colin falecesse para obras inéditas como Caraíba chegarem aos leitores. Felizmente, nos últimos anos vários textos têm surgido, trazendo a Colin o merecido reconhecimento.

O mais recente deles foi publicado no blog Gibi Rasgado de Lillo Parra (um dos caras que melhor escreve sobre quadrinhos no Brasil atualmente). Aproveito então para convidar todos a conferir esse texto. E ao amigo Lillo, só posso dizer que este “jovem veterano” agradece suas generosas palavras!

30/10/2010

Uma revista Apócripha.


Grande parte do trabalho criativo numa revista em quadrinhos está em encontrar uma história. Depois vem o trabalho de dar-lhe forma e veicular esta produção da melhor maneira possível. Quando uma revista é colocada à venda e encontra seus leitores, nós autores temos a verdadeira recompensa de nosso trabalho. Em alguns casos ainda ganhamos algo a mais, quando a revista recebe uma resenha interessante. Este foi o caso de Apócripha, HQ ilustrada pelo amigo Fernando Cypriano, que recebeu a seguinte leitura de um dos melhores críticos de quadrinhos do Brasil:

O EVANGELHO SEGUNDO SRBEK

Marcello Castilho Avellar, Estado de Minas, dezembro de 2003.

Uma das coisas que tornam Wellington Srbek um dos melhores roteiristas dos quadrinhos brasileiros é a singularidade dos pontos de vista com que observa objetos que pensamos já conhecer. Qualquer um pega fontes de tradição religiosa como a Bíblia ou os livros apócrifos associados a ela, mistura elementos destas fontes com os de outras tradições míticas, e conta uma história fantástica; Srbek pega as mesmas fontes, faz perguntas que praticamente mais ninguém fez, e produz algo diferente. É o que ocorre em APÓCRIPHA.

Como é a percepção de um anjo em meio do nada que são os momentos anteriores à criação? Como foi a chegada de Cristo aos infernos, e o que fez ele lá enquanto estava morto? Estas são algumas das incomuns perguntas cujas respostas a história tenta imaginar. Esta imaginação é sempre poética, mas nem por isso deixa de constituir uma realidade mística. Neste sentido, evoca, em alguns momentos, as narrativas místicas da Europa medieval ou a poesia árabe da mesma época, carregadas de fé sem serem narrativas religiosas.

O desenho de Fernando Cypriano é precioso. A maneira como trabalha luz e sombra, vazio e excesso de detalhes, cria emocionante tensão interna nas páginas. As referências visuais ao acervo de imagens célebres do ocidente (como o Jardim das Delícias de Bosch) são, ao mesmo tempo, adequadas ao trabalho de Srbek (que sempre polvilha referências em suas narrativas) e respeitosas em relação ao original – e este respeito não significa submissão, mas recriação.

Além de sua poesia intensa, APÓCRIPHA levanta uma questão formal interessante. O conjunto de suas páginas situa-se entre a história em quadrinhos e o livro ilustrado. Algumas das páginas pendem para um lado ou para o outro, mas o conjunto parece equilibrar-se entre as duas, como se demonstrasse que a aparente dicotomia constitui apenas os extremos de um contínuo de possibilidades em que não é possível determinar uma fronteira. A maior ou menor autonomia entre texto e imagem, e a maior ou menor expressão da página como conjunto de imagens editadas entre si, todas as opções deixam de ser categorias herméticas, para se tornarem estratégias narrativas, a serem escolhidas de maneira a alcançar o máximo de expressão em cada momento.

29/10/2010

Monstros, quadrinhos e amigos.


Em 2005, após quase dois anos sem lançar uma nova edição, decidi preparar alguns roteiros e chamar uns amigos para produzir uma nova revista. O resultado foi Monstros que, como o próprio nome diz, tinha como tema as monstruosas figuras que tanto nos fascinam. No mesmo formato de Mirabilia e Mystérion, a nova revista foi também uma espécie de filhote das anteriores.

Para desenhar as HQs, contei com o talento de Fernando Cypriano e Laz Muniz, parceiros em vários outros projetos, além de Cleuber Cristiano, cujos personagens do Arroz Integral eu já havia publicado em revistas, mas com o qual eu ainda não tinha trabalhado em parceria. Para a capa, tive o privilégio de contar com um dos mais talentosos ilustradores que conheço, Carlos Fonseca.

O coquetel de lançamento, realizado numa manhã de sábado na livraria Quixote, foi muito legal, contando com a presença dos desenhistas participantes e dos alunos de meu Curso de Quadrinhos na época, além de dezenas de convidados e clientes. E a Monstros foi isso: uma revista feita com amigos, por pura diversão e paixão por essas monstruosas figuras da literatura, cinema e quadrinhos.