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11/11/2007

25 anos de um clássico dos mangás e animes.


Em 1990, começou a ser anunciado por aqui um novo longa-metragem de animação que prometia revolucionar o gênero. Com a chegada de Akira às telas de cinema do Ocidente, isso se confirmou, elevando o nome de seu criador, Katsuhiro Otomo, à galeria dos grandes artistas da animação e dos quadrinhos.

O mangá de ficção científica Akira estreou no Japão em 1982, estendendo-se numa série com mais de 2.000 páginas. Sua complexa trama se passa alguns anos após a Terceira Guerra Mundial, que teria se iniciado com a explosão de uma misteriosa bomba que destruiu Tóquio. Na versão ocidental, o ano é 2030 e a capital japonesa está sendo reconstruída para sediar os Jogos Olímpicos, num esforço internacional para consolidar a paz recém-conquistada. Indiferentes a isso, gangues de motoqueiros adolescentes travam batalhas nos subúrbios de Neo-Tóquio, enquanto seitas messiânicas aguardam a vinda de um enigmático salvador, chamado Akira.

Nesse ambiente caótico e sombrio, que nos remete ao filme Blade Runner, entram em cena o valente Kaneda e o inseguro Tetsuo. Por mero acaso, a dupla acaba se envolvendo com o exército, num incidente em que se manifestam os poderes psíquicos de Tetsuo. Levado para ser examinado, o amigo de Kaneda revela-se um poderoso paranormal. Em pouco tempo, seus poderes revelam-se tão incríveis quanto incontroláveis, e todo o poderio bélico das forças armadas japonesas é lançado contra ele. Mas nada consegue vencê-lo, e Tetsuo acaba libertando o enigmático Akira. Em meio a conspirações políticas e fanatismo religioso, Kaneda e sua namorada Kay empreendem uma desesperada tentativa de deter Tetsuo.

Trazendo ainda vários personagens coadjuvantes, o ótimo roteiro de Otomo é quase eclipsado pelos excelentes desenhos. Valendo-se de um preciso senso narrativo, as páginas de Akira trazem como principal destaque as ilustrações dinâmicas e detalhadas. Para aqueles que não acompanharam a série quando lançada no Brasil pela Globo, e enquanto nenhuma editora relança este clássico dos quadrinhos por aqui, uma saída é assistir ao longa-metragem produzido e dirigido por Otomo. O filme é um elaborado resumo da intrincada trama do mangá, não deixando nada a dever em termos técnicos às animações feitas nos últimos anos. Como todo clássico que se preze, Akira resiste ao desafio do tempo!