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01/11/2014

Novidades da NEMO: Safadas: Natal!

Sensuais, erótica, explícitas... safadas! Chega pela editora Nemo o quarto volume da deliciosa coleção de HQs em que o sexo e o erotismo são os temas principais. É o fim de ano, os enfeites, as festas e a neve artificial ou verdadeira criam o cenário para as provocativas histórias de Safadas: Natal, nas quais não faltam participações do Papai Noel. Um álbum produzido por quadrinistas europeus renomados, para leitores adultos que gostam de HQs envolvendo desejo, ousadia e sensualidade.

80 páginas, capa cartonada, formato 20 x 28

07/10/2014

Novidades da NEMO: Garras de Anjo!

Luxuoso, luxuriante, luxurioso: chega pela Editora Nemo o álbum Garras de Anjo, a obra mais ousada da longa parceria entre Alejandro Jodorowsky e Moebius. Uma edição que une arrebatadoras ilustrações e intensa prosa poética, imagens provocadoras e frases inquietantes. Entre o incrivelmente belo e a surpresa desconcertante, desenhos e textos levam o leitor numa viagem ao reino do erotismo sem limites, como só poderia ser proporcionada pelo talento único de Moebius e Jodorowsky.

72 páginas, capa dura, formato 24 x 32

15/06/2014

Novidades da NEMO: Safadas – Lingerie!

Sensuais, erótica, explícitas... safadas! Chega pela editora Nemo o terceiro volume da deliciosa coleção de HQs em que o sexo e o erotismo são os temas principais. Jogos de sedução, o revelar e o esconder de uma peça de roupa, o mostrar e o deixar por ver estão nesta terceira coletânea Safadas: Lingerie. Um álbum produzido por quadrinistas europeus renomados, para leitores adultos que gostam de HQs envolvendo beleza e sensualidade.

80 páginas, capa cartonada, formato 20 x 28

03/05/2014

Novidades da NEMO: Safadas – Encontros!

Sensuais, erótica, explícitas... safadas! Chega pela editora Nemo o segundo volume da deliciosa coleção de HQs em que o sexo e a sensualidade são os temas principais. Aventuras sedutoras, relações casuais, incríveis escapadas e tramas provocantes estão reunidas nesta segunda coletânea Safadas: Encontros. Um álbum produzido por quadrinistas europeus renomados, para leitores adultos que gostam de viagens envolvendo beleza e erotismo.

64 páginas, capa cartonada, formato 20 x 28

30/12/2013

Novidades da NEMO: Safadas - Verão!

Sensuais, erótica, explícitas... safadas! Chega pela editora Nemo uma nova coleção de HQs em que o sexo e a sensualidade são os temas principais. Aventuras sedutoras, encontros ao acaso, histórias pessoais, tramas provocantes estão reunidas neste primeiro volume, Safadas: Verão. Um álbum produzido por quadrinistas europeus renomados, para leitores adultos que gostam de jogos envolvendo beleza e erotismo.

72 páginas, capa cartonada, formato 20cm x 28

31/07/2008

Erotismo e belas imagens em álbuns europeus.


Um dos modelos de publicação mais bem-sucedidos dos quadrinhos é o álbum europeu (ou “franco-belga” como é mais conhecido por lá). Com uma elaboração plástica superior e um conteúdo literário ausente nos comics em geral, o formato álbum já originou algumas das melhores criações da arte dos quadrinhos (Verão Índio, Companheiros do Crepúsculo e Tangências, para citar alguns favoritos). Recentemente, tive acesso a dois interessantes trabalhos: Predadores I lançado pela brasileira Devir (capa cartonada, 20cm x 28cm, 64 páginas, R$29,90) e Vidas a Contraluz da espanhola Diábolo (capa-dura, 22,5cm x 30cm, 72 páginas, 15 euros).

Escrita pelo belga Jean Dufaux e ilustrada pelo italiano Enrico Marini, a série Predadores foi lançada há dez anos, somando cinco volumes. A história se passa em Nova York, onde misteriosos assassinatos chamam a atenção da tenente Vicky Lenore e do detetive Benito Spiaggi. Avançando em sua investigação, a dupla de policiais acaba deparando com uma antiga e poderosa sociedade secreta. Mas os mistérios só começam a despontar quando os crimes investigados colocam em cena o que parecem ser duas raças de vampiros inimigas. Embora haja algum sangue derramado neste primeiro volume, os supostos vampiros não exibem as tradicionais presas afiadas.

Na verdade, os irmãos Camilla e Drago (principais destaques do álbum) preferem um estilo mais contido, trocando o terror, pela sensualidade. Se essa primeira edição não vai muito além de colocar as “peças no tabuleiro”, as primeiras cinquenta páginas de Predadores devem agradar a quem gosta de tramas envolvendo sociedades secretas. De qualquer forma, o melhor do álbum são suas imagens de traços elegantes, finalizadas com técnicas de pintura (algo que se tornou característica dos álbuns europeus). Com páginas atraentes e bem finalizadas, a HQ ainda nos brinda com cenas de sexo e belas personagens seminuas, não trazendo, contudo, todo o erotismo de outros quadrinhos europeus (de Manara ou Crepax, por exemplo).

Vidas a Contraluz, produzida pela dupla Raule e Roger, é uma coletânea de histórias curtas que haviam sido publicadas em 2002 e 2003. O trabalho dos autores evidencia um bom entrosamento que envolve o leitor na ambientação cotidiana de suas narrativas. O melhor fica por conta da primeira parte (“Amores Muertos”) que tem como tema central fantasmas; mas não os espectros das histórias de terror, e sim a lembrança e o vazio deixados pelos amores perdidos. Aqui também o erotismo e belas mulheres nuas são atrativos à parte, com páginas em que o sexo é bastante explícito e por vezes poético. Uma HQ para “gente grande”, o álbum da Diábolo narra dramas reais, com personagens não mais que humanos, em belas sequências ilustradas.

Em linhas gerais, Vidas a Contraluz é um trabalho bastante profissional, publicado de forma exemplar por uma pequena editora voltada aos quadrinhos do próprio país (repetindo a valorização dos autores locais que sempre beneficiou e fundamentou os álbuns europeus).

28/06/2008

Hugo Pratt e Guido Crepax em HQs clássicas.


Na última quinta-feira, o jornalista Paulo Ramos noticiou no Blog dos Quadrinhos o encerramento da sociedade entre a Futuro Comunicação e a Ediouro. Com isso, a Pixel Media passa ao total controle da editora fluminense, que vem realizando movimentos no sentido de consolidar sua posição no mercado de quadrinhos. Os detalhes e desdobramentos dessa alteração ainda não são conhecidos, mas só se pode esperar que, sob total controle da Ediouro, o bom trabalho da Pixel no último ano seja mantido e até ampliado. Enquanto isso, estão chegando às lojas dois ótimos lançamentos em álbuns europeus, Corto Maltese: As Etiópicas de Hugo Pratt e Emmanuelle Vol.1 de Guido Crepax.

Quinto volume da série a ser lançado pela Pixel, Corto Maltese: As Etiópicas chega no formato 21cm x 28cm, com 96 páginas e ao preço de R$33,00. Dividido em quatro partes, nesse álbum ainda encontramos o Corto Maltese em meio aos eventos da Primeira Guerra Mundial. Dessa vez de passagem pela Arábia e pela África Oriental, o marinheiro da liberdade envolve-se com guerrilheiros muçulmanos e nativos africanos, enfrentando colonizadores europeus e dominadores locais.

Com referências a figuras históricas como Lawrence da Arábia e Arthur Rimbaud, a HQ se vale de uma competente ambientação de época, além de um autêntico conhecimento dos locais retratados. Filho de um militar, o próprio Hugo Pratt passou os primeiros anos de sua juventude na Etiópia, então sob o domínio colonial da Itália. E um elemento que sempre chama atenção nos volumes dessa série é a forma respeitosa e digna com que Pratt representa os habitantes nativos dos lugares que o Corto visita (os quais muitas vezes são apresentados de forma estereotipada ou ridicularizada em outros quadrinhos).

Mas o que realmente salta aos olhos do leitor de As Etiópicas é o traço conciso, dinâmico e expressivo de Pratt. Poucos artistas dos quadrinhos tiveram ou têm um domínio tão grande dos contrastes entre massas de preto e áreas em branco, aliados a um traço fluido que muitas vezes mais sugere que realmente desenha. Nessa edição, merecem destaque mais que especial as cenas no deserto com as sombras e dobras nas dunas, a antológica página das pedras caindo e a página das listras das zebras que se confundem com os escudos dos caçadores (sequência homenageada por Frank Miller em O Cavaleiro das Trevas).

Emmanuelle Vol.1 segue o mesmo padrão gráfico e editorial, no formato 21cm x 28cm, com 96 páginas e ao preço de R$33,00. Primeira de duas partes, essa HQ é considerada uma das obras-primas do também italiano Guido Crepax. Dividido em sequências curtas, o álbum traz as aventuras e buscas sexuais da personagem que lhe dá título, uma jovem mulher européia vivendo na Ásia. Por isso mesmo, aliado à temática erótica, Crepax não foge a um ar de exotismo ao ambientar sua história.

Com desenhos bastante minimalistas, compostos às vezes de um emaranhado de traços, Emmanuelle pode causar um estranhamento ao leitor desacostumado com o estilo do autor. Mas o intenso erotismo que exala de cada página é envolvente, arrastando o leitor pelos quadros de uma narrativa também pouco comum. Fusões de imagens, sobreposições de cenas e intercalações de símbolos são alguns dos recursos utilizados de maneira muito propícia (para a uma HQ cujo erotismo explícito e o clima onírico são os elementos principais).

Por tudo que foi dito aqui, Corto Maltese: As Etiópicas e Emmanuelle Vol.1 são boas pedidas para quem procura quadrinhos originais com temática adulta e qualidade artística. Se ainda considerarmos o preço atual dos livros e álbuns de quadrinhos, esses dois clássicos europeus saem a um preço bem em conta.

23/12/2007

Uma entrevista com o criador de Druuna.


Em histórias que misturam erotismo, violência e cenários decadentes, o italiano Paolo Serpieri deu vida a Druuna, uma belíssima morena que em pouco tempo conquistou uma legião de admiradores. Com grande domínio das técnicas de pintura e um estilo inconfundível, Serpieri é um apologista da forma feminina, que não poupa elogios às mulheres brasileiras. Em uma breve visita a Belo Horizonte (MG) em 1997, Serpieri foi um dos principais convidados da 3ª Bienal Internacional de Quadrinhos. Na ocasião, tive a oportunidade de fazer uma entrevista, na qual falamos de seu trabalho, de seus mundos decadentes e de sua paixão pela personagem Druuna, que ele uma vez disse ser “muito brasileira”.

Na década de 70, os quadrinhos europeus de ficção e fantasia conquistaram o mundo, influenciando o surgimento de revistas como a Heavy Metal. Hoje o senhor publica seus trabalhos nessa revista. Qual a relação de seus quadrinhos com aqueles dos anos 70?

Nos anos 70, eu trabalhava com quadrinhos de faroeste e pensava que meu desenho não tinha muito a ver com a ficção científica. Eu tinha resistência ao desenho geométrico, certinho, tecnológico da FC. Mas a fantasia e a ficção dos quadrinhos publicados na Metal Hurlant me fascinavam muito. Como eu ainda tinha muitas histórias para contar com o faroeste, comecei a fundir este gênero com a fantasia. Só depois, nos anos 80, eu cheguei à ficção científica. Fiquei muito impressionado com Alien e Blade Runner de Ridley Scott; aí comecei a fazer uma história em que aparece a deterioração do mundo tecnológico. Quando comecei a desenhar essa história não pensei numa personagem protagonista, mas foi aí que surgiu a Druuna.

O que é a Druuna para o senhor? Ela corresponde a seu ideal de mulher?

Enquanto personagem, Druuna surgiu como minha concepção de uma mulher sensual. Ela representa o erotismo e a sensualidade. Mas é como se ela fosse uma mulher que você poderia encontrar, ela é viva, atual, palpável. É como se você pudesse tocá-la, por isso utilizo essa plasticidade nos desenhos e nas formas. Eu a inseri em um mundo em decomposição para criar um contraste entre um corpo perfeito de mulher, que remete à vida e prazer, e o ambiente em decomposição. Em suas histórias, Druuna também aparece em um mundo onírico, realizando uma fuga, da morte e da dor, através do prazer. Meu trabalho responde a uma necessidade pessoal.

Em suas obras o senhor emprega a pintura como recurso técnico. Como o senhor vê a relação entre a arte e os quadrinhos?

Eu faço pinturas há muito tempo, antes de fazer quadrinhos. Uso a cor para criar o ambiente, a atmosfera, o estado da alma. Não me interessa a cor simplesmente como estética, mas a cor como expressão. Há muita polêmica se o quadrinho é, ou não, uma arte. Acho que qualquer atividade criativa pode chegar à arte, mas isso não quer dizer que todos os quadrinhos são artísticos.

Comparado a outros quadrinhos eróticos europeus, Druuna parece uma personagem mais passiva e o ambiente de suas histórias é mais sombrio. Isto tem a ver com sua percepção pessoal do mundo?

Tenho uma visão pessimista do futuro, mesmo quando faço coisas positivas. Druuna parece ser sempre uma vítima, mas na realidade ela sempre vence. Ela representa uma alternativa à morte, representa o prazer.

A discussão sobre o que é erotismo e o que é pornografia é um tema recorrente. O senhor estabelece uma diferença entre eles? As aventuras de Druuna são eróticas ou pornográficas?

Eu penso que a pornografia é a representação do ato sexual. Tanto pode ser chata quanto pode ser excitante. Não entendo quando as pessoas se escandalizam com a representação do ato sexual, que é algo belo. Por sua vez, o erotismo pode ser muito fascinante. Há toda uma série de situações e elementos que se referem ao ato sexual. Chamo de erotismo um olhar de uma bela mulher, um vestido transparente, o movimento dos seios. Para alguns o erotismo é nobre e a pornografia é vulgar; muitas vezes isso é hipocrisia de quem tem medo do prazer. Vou dizer algo perigoso: o erotismo é muito hipócrita e parece muito nobre pois se pensa que o ato sexual é algo vulgar.

A Itália já nos presenteou com brilhantes viajantes e descobridores de novos mundos, como Marco Polo e Hugo Pratt. O senhor acha que nos dias de hoje ainda restam mundos a serem descobertos?

Não, não naquele sentido. Hoje, cada um deve descobrir o seu mundo. Muitas vezes a aventura de buscar novos mundos leva você a descobrir a si mesmo. A idéia da busca por um novo mundo é uma viagem em direção ao incógnito, em busca da felicidade, do paraíso. A conquista do espaço é uma dessas viagens em direção ao incógnito.