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08/11/2009

MUIRAQUITÃ, personagens (4).


As Lendas (manifestações sobrenaturais baseadas em lendas do folclore): são os personagens secundários que aparecem como mistérios e desafios a serem enfrentados pelos protagonistas da série. Um exemplo é o Lobisomem: um homem amaldiçoado que nas noites de lua-cheia assume a forma híbrida do licantropo. Em nossa série, ele tem as feições de um lobo-guará e sua história está ligada às grandes fazendas de Goiás. Outro exemplo de monstro que aparece na série é o Bicho-Papão: um espectro monstruoso que sai à noite capturando crianças. Em nossa série, o Papão tem ligação com a história da mineração no Brasil colonial, tendo como palco a cidade de Ouro Preto. Outros personagens que aparecerão nos capítulos serão o sedutor e misterioso Boto do folclore amazônico e a lenda pernambucana do terrível assassino imortal Papa-Figo. Cada capítulo da série enfocará uma lenda, passando-se numa diferente região do país identificada com a figura folclórica em questão.

06/11/2009

MUIRAQUITÃ, personagens (3).


Professor Cornelius Flamarion (1,68 de altura, homem branco, cabelos brancos, olhos pretos, 68 anos de idade): membro-fundador da Sociedade de Estudos Sobrenaturais, ele é um profundo conhecedor de fenômenos sobrenaturais, além de grande apreciador de boas comidas. Ainda garoto, Cornelius e um amigo desvendaram o mistério do “Fantasma do Caraça”, uma assombração que rondava o famoso colégio religioso de Minas. Na juventude, ele descobriu e documentou o caso do “Pigmalião do Jequitinhonha”, cujas esculturas vivas causaram espanto geral e motivaram a formação da SES. Dizem ainda que Cornelius esteve envolvido com a famosa “Mulher de Branco”. Sempre simpático e paternal, "o Professor" (como é mais conhecido) agora percorre o país na companhia de Miguel e Luana para catalogar e se necessário intervir em fenômenos sobrenaturais. Ao longo do tempo, Cornelius coletou um rico repertório de informações que guarda no seu “Livro das Aventuras, Mistérios & Lendas”. Além disso, ele desenvolveu uma engenhoca chamada “Detector Folclorográfico”, um aparelho capaz de localizar e classificar eventos e seres sobrenaturais.

05/11/2009

MUIRAQUITÃ, personagens (2).


Luana Flamarion (1,72 m de altura, moça negra, cabelos pretos, olhos pretos, 18 anos de idade): depois que seu pai e sua mãe morreram num trágico incidente envolvendo um espírito maligno, Luana foi criada pelo avô Cornelius. Crescendo em meio a histórias sobre monstros e fantasmas, ela se tornou uma jovem corajosa e agora acompanha seu avô nas investigações da SES (embora o velho Cornelius tenha tentado evitar isso inicialmente e sempre se preocupe com a segurança de sua neta). Tendo sido consagrada por seus pais à Lua, Luana sente-se especialmente protegida à noite, quando os espíritos mais nefastos e as criaturas mais terríveis costumam atacar. Inteligente, ela aprendeu com o avô quase tudo sobre as principais lendas e criaturas sobrenaturais. Nas horas vagas, ela gosta de estar próxima da natureza, praticando esportes radicais e outras atividades que envolvam bastante ação. Apesar de ser alegre e dinâmica, a perda de seus pais é uma sombra em sua vida, e Luana jurou não descansar até encontrar o espírito maligno que causou a morte deles. Mas a jovem também cultivará outros sentimentos, após conhecer Miguel.

04/11/2009

MUIRAQUITÃ, personagens (1).


Miguel de Andrade (1,75 m de altura, rapaz branco, cabelos castanhos, olhos verdes, 20 anos de idade): estudante de Biologia nascido em Minas Gerais, Miguel é um indivíduo calmo, um tanto tímido e um pouco medroso (o que é compreensível se considerarmos que, de uma hora para outra, ele passa a ter de enfrentar lobisomens e bichos-papões). Racionalista, até encontrar e “se misturar” com o Muiraquitã, Miguel não acreditava em fenômenos sobrenaturais. Mas essa experiência e os estranhos fatos que ele passa a presenciar começam a mudar sua forma de ver as coisas. O que também muda, após o encontro com o Muiraquitã, é a cor de seus olhos, que deixam de ser castanhos para se tornarem verdes. Entre os poderes que o jovem adquire estão a capacidade de enxergar no escuro, uma maior agilidade para se movimentar, além da sensação de que “algo diz que...” algum fato especial está por acontecer. Depois de conhecer o Professor Cornelius e Luana Flamarion, Miguel acaba se juntando a eles como membro da Sociedade de Estudos Sobrenaturais - SES. Não demora muito também para o rapaz se apaixonar pela bela Luana.

03/11/2009

MUIRAQUITÃ: aventuras, mistérios e lendas.


Entre 2002 e 2004, produzi o álbum Muiraquitã, que lancei em 2006 e acabou recebendo o Troféu Casa dos Quadrinhos de Melhor História em Quadrinhos daquele ano. Em meados de 2007, ocorreu-me a ideia de adaptar a história original para uma série de álbuns, que traria histórias de aventura e mistério envolvendo lendas de nosso folclore. Nesse novo formato, a HQ ganharia cores, sendo dividida em volumes de cerca de 60 páginas, voltados ao público jovem.

(A história de Muiraquitã começa quando, numa viagem à Amazônia, o jovem Miguel de Andrade encontra um amuleto em forma de rã. O objeto mágico ganha então vida e se incorpora ao rapaz. Na busca para compreender esse estranho acontecimento, Miguel conhece o Professor Cornelius Flamarion e sua neta Luana. Ele se junta então à Sociedade de Estudos Sobrenaturais - SES, uma organização dedicada a desvendar casos envolvendo criaturas lendárias. A partir daí, acompanhamos os três personagens em investigações e viagens por diferentes regiões do Brasil.)

Coincidentemente, algum tempo depois de eu ter a ideia para transformar Muiraquitã numa série, recebi um convite do empresário Cristiano Seixas para desenvolver um projeto para animação. Fui em seguida apresentado ao trabalho do ilustrador Eduardo Damasceno, que além de ser um cara muito legal é uma verdadeira fera do desenho e seria perfeito para dar uma nova cara a meus personagens.

O projeto para a série de animação acabou não acontecendo, mas a ideia para os álbuns em cores ainda está viva e agora já conta com o novo visual dos personagens que trabalhei com Damasceno. E é exatamente isso que vocês poderão conhecer nesta e nas próximas postagens. Espero que curtam nosso trabalho!

05/07/2009

Muiraquitã: Extras (10)


Mas quem teve um papel especial mesmo foi o falante chafariz que ajuda a solucionar o mistério no capítulo do álbum Muiraquitã dedicado a Ouro Preto.

Muiraquitã: Extras (9)


Não poderia faltar uma imagem geral dos telhados barrocos, pelos quais o bicho-papão da HQ faz suas incursões noturnas.

Muiraquitã: Extras (8)


Uma vista “de cima do muro”, com outra igreja barroca à frente e o Pico do Itacolomy ao fundo.

Muiraquitã: Extras (7)


“O muro mais fantástico do mundo”, segundo minha opinião, que fica abaixo da igreja de São Francisco em Ouro Preto, e foi construído com pedras de Minas e óleo de baleias do Atlântico (obs. a foto não faz jus ao muro!).

Muiraquitã: Extras (6)


Também aparece na HQ a tradicional Feirinha de Artesanato em Pedra Sabão, que fica ao lado da igreja de São Francisco.

Muiraquitã: Extras (5)


Um dos meus pontos preferidos em Ouro Preto não poderia deixar de aparecer na HQ: a Igreja de São Francisco, uma linda joia barroca projetada por Aleijadinho.

Muiraquitã: Extras (4)


Já nesta foto os destaques são o casario e o calçamento característicos daquela cidade barroca.

Muiraquitã: Extras (3)


Nesta foto, vemos a imponente Matriz do Pilar, onde começa o quarto capítulo do álbum Muiraquitã.

Muiraquitã: Extras (2)


Na criação de uma história em quadrinhos, muitas vezes o cenário é bem mais do que o ambiente onde a trama acontece. Por si sós, cidades fantásticas como Ouro Preto (MG) já sugerem o clima e fornecem inspiradoras “locações” para uma história. Este foi o caso do quarto capítulo de Muiraquitã, no qual os personagens principais viajam a Ouro Preto para investigar o estranho desaparecimento de crianças.

Tendo a trama da história em mente, o viajei àquela incrível cidade, especialmente para tirar as fotos que serviriam de base para o trabalho do desenhista Laz Muniz, e que podem ser conferidas nesta e nas próximas postagens. Começamos pela Praça Tiradentes, com o monumento ao mártir da Inconfidência Mineira ao centro e o Pico do Itacolomy à esquerda.

Muiraquitã: Extras (1)


A ideia inicial que originou o álbum Muiraquitã veio numa viagem que fiz à Amazônia, no ano 2000. Num passeio pelo majestoso Amazonas, tive um breve contato com a fauna turística local, que acabou fazendo uma “ponta” nas páginas do álbum.

MUIRAQUITÃ e outras lendas brasileiras.


Um de meus projetos mais extensos nos últimos anos foi o álbum Muiraquitã, concluído em 2004 e publicado em 2006 numa edição independente. Ganhador do Troféu Casa dos Quadrinhos de melhor lançamento mineiro do ano, a HQ surgiu em 2002, após a morte do mestre Flavio Colin, tendo sido uma espécie de “trabalho de luto” pela perda de um amigo muito querido. Com 116 páginas desenhadas por Laz Muniz, Muiraquitã é uma viagem de aventuras e mistérios por locais simbólicos do Brasil, em que encontramos versões modernas de algumas das principais lendas brasileiras.

A história começa quando, numa viagem à Amazônia, o biólogo Miguel de Andrade “acidentalmente” encontra um misterioso talismã em forma de rã. De maneira inexplicável, a esculturinha verde ganha então vida, incorporando-se a Miguel. Na busca por compreender esse estranho acontecimento, o rapaz conhece o Professor Cornelius Flamarion e acaba se juntando à Sociedade de Estudos Sobrenaturais (SES), uma organização dedicada a desvendar casos envolvendo seres lendários. A partir daí, acompanhamos Miguel e o Professor em viagens e investigações por diferentes lugares do país. Ao longo do caminho, encontramos lobisomens e bichos-papões, conhecemos a lenda das Icamiabas e descobrimos vários seres folclóricos vivendo secretamente em nossas cidades. Se não bastasse, um terrível monstro mitológico surge para acrescentar ainda mais aventura e mistério a essa história.