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06/11/2011
05/11/2011
Dom Casmurro de Machado de Assis.
16/10/2011
Dom Casmurro quase pronto!

Um dos projetos em que estive envolvido nos últimos dois anos é a adaptação em quadrinhos da obra-prima de Machado de Assis Dom Casmurro, com desenhos de José Aguiar.
Agora, após bastante trabalho e muita dedicação, os desenhos para nosso álbum machadiano estão prontos! Só falta a finalização do balonamento e a montagem do álbum para que Dom Casmurro de Machado de Assis seja lançado pela NEMO.
E enquanto o álbum não chega, vocês podem conferir uma prévia da capa acima e mais detalhes do trabalho de adaptação aqui.
Aguardem, pois está ficando um belo trabalho!
30/12/2010
Dom Casmurro a caminho!
Quem acompanha o blog Mais Quadrinhos sabe que, em 2009, iniciei um projeto de adaptação de Dom Casmurro, outra obra-prima de Machado de Assis, que se segue a meu trabalho de adaptação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, com desenhos de J.B. Melado (publicada este ano pelo selo Desiderata da editora Agir do Grupo Ediouro).
Estando com o roteiro já pronto, venho anunciar que minha nova adaptação machadiana já está a caminho! Desta vez, meu parceiro será o quadrinista José Aguiar (autor da coletânea Quadrinhofilia, entre outros trabalhos). Os estudos de personagens e desenhos das páginas foram iniciados e nossa HQ deverá ser lançada no primeiro semestre de 2011. A editora... bom, a editora por enquanto é segredo, pois ela ainda não atua no mercado de quadrinhos, mas chegará com um projeto muito bacana. Aguardem as novidades aqui!
Por ora, fiquem com o expressivo retrato de Dom Casmurro feito por José Aguiar e com a versão final de meu projeto de adaptação:
Apresentação.
Publicado em 1899, DOM CASMURRO é considerado por muitos a obra-prima máxima de Machado de Assis. Narrado por seu personagem-título, o livro é uma brilhante exposição da psicologia humana e também o retrato de uma das mais completas personagens literárias já criadas: a bela Capitu dos “olhos de cigana obliqua e dissimulada”, dos “olhos de ressaca”. Já o Bentinho / Dom Casmurro revela-se ao contar-nos sua história, como quem busca compartilhar suas dúvidas e confessar seus arrependimentos.
DOM CASMURRO é um livro de pares e contrastes. Há, antes de tudo, o contraste entre o momento em que se narra e o passado que é narrado. E há, sobretudo, o par formado por Bentinho e Capitu, personagens que se complementam e se vêm mutuamente como imagens espelhadas, revelando-se portanto dois opostos. Nascem daí as muitas dubiedades que comporão o texto machadiano: Bentinho seminarista, mas enamorado de Capitu; Capitu enamorada de Bentinho, mas também interessada numa melhor condição social.
Essas dubiedades iniciais acumulam-se ao longo da obra, dando espaço a outras, como as trazidas por Escobar, o amigo de Bentinho que parece guardar interesses além da amizade sincera por este. Do encontro dessas três personagens, emerge a questão pela qual o livro tornou-se mais célebre: teria Capitu traído Bentinho? Logo, seria Ezequiel fruto da traição de Capitu com Escobar? Nesta última dúvida, expressa-se mais um espelhamento, já que o menino Ezequiel parece, ao menos aos olhos de Bentinho, o reflexo do falecido amigo Escobar.
Esta proposta de adaptação de DOM CASMURRO para os quadrinhos parte dos pontos indicados acima. Com o roteiro já pronto, a HQ terá 76 páginas, sendo dividida em 20 Partes, todas com um número par de páginas (2, 4 ou 6). Nestas, a diagramação e a composição refletirão os temas apontados acima, como o motivo dos olhos, os espelhamentos, as dubiedades e a narrativa reflexiva de Bentinho / Dom Casmurro. Além disso, a oposição entre o momento em que se narra e o passado narrado será expressa visualmente por meio de dois estilos de desenho diferentes.
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05/03/2010
Dom Casmurro, roteiro (12).

1) CAPITU!
2) Soltamos as mãos depressa, e ficamos atrapalhados.
3) Era o pai de Capitu.
4) NÃO ME ESTRAGUES O REBOCO DO MURO.
5) Pádua saiu ao quintal. Chegou sem cólera, todo meigo, apesar do gesto duvidoso ou menos que duvidoso em que nos apanhou.
6) Era empregado em repartição dependente do ministério da guerra. Não ganhava muito, mas a mulher gastava pouco, e a vida era barata.
7) Capitu foi ter com a mãe, à porta da casa, deixando-nos a mim e ao pai encantados dela.
8) O pai, olhando para ela e para mim, dizia-me, cheio de ternura:
9) QUEM DIRÁ QUE ESTA PEQUENA TEM QUATORZE ANOS? PARECE DEZESSETE.
04/03/2010
Dom Casmurro, roteiro (11).

1) QUE É QUE VOCÊ TEM?
2) É UMA NOTÍCIA.
3) NOTÍCIA DE QUÊ?
4) Nisto olhei para o muro, o lugar em que ela estivera riscando ou escrevendo. Vi uns riscos abertos.
5) Então quis vê-los de perto.
6) Capitu correu adiante e apagou o escrito.
7) Mas antes que ela raspasse o muro, li estes dois nomes, abertos ao prego, e assim dispostos:
BENTO
CAPITOLINA
8) Ficamos a olhar um para o outro...
9) Em verdade, não falamos nada...
10) ...o muro falou por nós.
11) Padre futuro, estava assim diante dela como de um altar. Faltava dizer a missa nova, por um latim que ninguém aprende, e é a língua universal dos homens.
03/03/2010
Dom Casmurro, roteiro (10).

1) De repente…
2) CAPITU!
3) MAMÃE!
4) DEIXA DE ESTAR ESBURACANDO O MURO; VEM CÁ.
5) As pernas desceram-me os três degraus que davam para a chácara e caminharam para o quintal vizinho.
6) Capitu estava ao pé do muro fronteiro, voltada para ele, riscando com um prego.
7) Ao dar comigo, encostou-se ao muro, como se quisesse esconder alguma coisa.
8) Todo eu era olhos e coração, um coração que desta vez ia sair, com certeza, pela boca fora. Não podia tirar os olhos daquela criatura de quatorze anos...
02/03/2010
Dom Casmurro, roteiro (9).

PARTE 4: CAPITU
1) Deixei o esconderijo, e corri à varanda do fundo. Vozes confusas repetiam o discurso do José Dias:
2) "SEMPRE JUNTOS..."
3) "EM SEGREDINHOS..."
4) "SE ELES PEGAM DE NAMORO..."
5) Ia tonto, atordoado, as pernas bambas, o coração parecendo querer sair-me pela boca fora.
6) Uma sensação nova me envolvia em mim mesmo, e logo me dispersava, e me trazia arrepios, e me derramava não sei que bálsamo interior.
7) Eu amava Capitu, e Capitu a mim?
8) Andava cosido às saias dela, mas não me ocorria nada entre nós que fosse deveras secreto.
9) Pois, francamente, só agora entendia fenômeno recente de acordar com o pensamento em Capitu, e escutá-la de memória, e estremecer quando lhe ouvia os passos. Tudo me era agora apresentado pela boca de José Dias, que me denunciara a mim mesmo.
10) Eu amava Capitu! Capitu amava-me!
01/03/2010
Dom Casmurro, roteiro (8).

1) SE SOUBESSE, NÃO TERIA FALADO, MAS FALEI PELA VENERAÇÃO, PELA ESTIMA, PELO AFETO, PARA CUMPRIR UM DEVER AMARGO, UM DEVER AMARÍSSIMO...
2) José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às ideias; não as havendo, servia a prolongar as frases.
3) Era nosso agregado desde muitos anos; meu pai ainda estava na antiga fazenda de Itaguaí, e eu acabava de nascer. Um dia apareceu ali vendendo-se por médico homeopata; levava um Manual e uma botica.
4) Havia então um andaço de febres; José Dias curou o feitor e uma escrava, e não quis receber nenhuma remuneração. Então meu pai propôs-lhe ficar ali vivendo.
5) Quando meu pai foi eleito deputado e veio para o Rio de Janeiro com a família, ele veio também.
6) Com o tempo, adquiriu certa autoridade na família, certa audiência, ao menos; não abusava, e sabia opinar obedecendo.
28/02/2010
Dom Casmurro, roteiro (7).

1) Minha mãe era boa criatura. Quando lhe morreu o marido, Pedro de Albuquerque Santiago, contava trinta e um anos de idade, e podia voltar para Itaguaí. Não quis; deixou-se estar na casa de Mata-Cavalos, onde vivera os dois últimos anos de casada.
2) Naquele ano da graça de 1857, D. Maria da Glória Fernandes Santiago contava quarenta e dois anos de idade. Era ainda bonita e moça, mas teimava em esconder os saldos da juventude, por mais que a natureza quisesse preservá-la da ação do tempo.
3) MAS, MANA GLÓRIA, HÁ MESMO NECESSIDADE DE FAZÊ-LO PADRE? SEI QUE VOCÊ FEZ PROMESSA... MAS UMA PROMESSA ASSIM... NÃO SEI... VOCÊ QUE ACHA, PRIMA JUSTINA?
4) EU?
5) VERDADE É QUE CADA UM SABE MELHOR DE SI; DEUS É QUE SABE DE TODOS. CONTUDO, UMA PROMESSA DE TANTOS ANOS...
6) MAS, QUE É ISSO, MANA GLÓRIA? ESTÁ CHORANDO?
27/02/2010
Dom Casmurro, roteiro (6).

1) MAS, SR. JOSÉ DIAS, TENHO VISTO OS PEQUENOS BRINCANDO, E NUNCA VI NADA QUE FAÇA DESCONFIAR. BASTA A IDADE; BENTINHO MAL TEM QUINZE ANOS. CAPITU FEZ QUATORZE À SEMANA PASSADA; SÃO DOIS CRIANÇOLAS.
2) MANO COSME, VOCÊ QUE ACHA?
3) ORA!
4) Tio Cosme vivia com minha mãe, desde que ela enviuvou. Já então era viúvo, como prima Justina; era a casa dos três viúvos.
5) SIM, CREIO QUE O SENHOR ESTÁ ENGANADO. EM TODO CASO, VAI SENDO TEMPO; VOU TRATAR DE METÊ-LO NO SEMINÁRIO QUANTO ANTES.
6) Os projetos vinham do tempo em que fui concebido.
7) Tendo-lhe nascido morto o primeiro filho, minha mãe pegou-se com Deus para que o segundo vingasse, prometendo, se fosse varão, metê-lo na igreja.
8) Viúva, sentiu o terror de separar-se de mim; mas era tão devota, que buscou testemunhas da obrigação, confiando a promessa a parentes e familiares.
26/02/2010
Dom Casmurro, roteiro (5).

PARTE 3: A DENÚNCIA
1) Ia a entrar na sala de visitas, quando ouvi proferir o meu nome. A casa era a da Rua de Mata-Cavalos, o ano era de 1857.
2) D. GLÓRIA, A SENHORA PERSISTE NA IDEIA DE METER O NOSSO BENTINHO NO SEMINÁRIO?
3) É MAIS QUE TEMPO, E JÁ AGORA PODE HAVER UMA DIFICULDADE.
4) QUE DIFICULDADE?
5) UMA GRANDE DIFICULDADE.
6) A GENTE DO PÁDUA?
7) NÃO ME PARECE BONITO QUE O NOSSO BENTINHO ANDE METIDO NOS CANTOS COM A FILHA DO TARTARUGA, E ESTA É A DIFICULDADE, PORQUE SE ELES PEGAM DE NAMORO, A SENHORA TERÁ MUITO QUE LUTAR PARA SEPARÁ-LOS.
8) METIDOS NOS CANTOS?
9) É UM MODO DE FALAR. EM SEGREDINHOS, SEMPRE JUNTOS.
10) BENTINHO QUASE NÃO SAI DE LÁ. A PEQUENA É UMA DESMIOLADA.
25/02/2010
Dom Casmurro, roteiro (4).

1) Os amigos que me restam são de data recente; todos os antigos foram estudar a geologia dos campos-santos.
2) Quanto às amigas, algumas datam de quinze anos, outras de menos.
3) Em verdade, pouco apareço e menos falo. Distrações raras. O mais do tempo é gasto em hortar, jardinar e ler; como bem e não durmo mal.
4) Ora, como tudo cansa, esta monotonia acabou por exaurir-me também.
5) Quis variar, e lembrou-me escrever um livro. Pensei em fazer uma História dos Subúrbios.
6) Era obra modesta, mas exigia documentos e datas, como preliminares, tudo árido e longo.
7) Vou então deitar ao papel as reminiscências que me vierem vindo. Deste modo, viverei o que vivi, e assentarei a mão para alguma obra de maior tomo.
8) Comecemos a evocação por uma célebre tarde de novembro, que nunca me esqueceu.
24/02/2010
Dom Casmurro, roteiro (3).

PARTE 2: DO LIVRO
1) Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito.
2) Um dia, há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Mata-Cavalos.
3) Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas.
4) O mais é também análogo e parecido.
5) O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui.
6) Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mais falto eu mesmo...
7) ...e esta lacuna é tudo.
23/02/2010
Dom Casmurro, roteiro (2).

1) No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me:
2) DOM CASMURRO
3) Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou.
4) Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo.
5) Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo.
6) Tudo por estar cochilando!
7) Também não achei melhor título para a minha narração; se não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo.
8) Agora que expliquei o título, passo a escrever o livro.
22/02/2010
Dom Casmurro, roteiro (1).

PARTE 1: DO TÍTULO
1) Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu.
2) Falou da Lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus.
3) Sucedeu, porém, que, como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes.
4) Tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso.
5) CONTINUE.
6) JÁ ACABEI.
7) SÃO MUITO BONITOS.
8) Vi-lhe fazer um gesto para tirá-los outra vez do bolso, mas não passou do gesto; estava amuado.
21/02/2010
Machado de Assis em quadrinhos.
Como já foi amplamente divulgado, o desenhista J.B. Melado e eu estamos finalizando uma adaptação da obra-prima de Machado de Assis Memórias Póstumas de Brás Cubas. O álbum deverá ser lançado ainda este ano pelo selo Desiderata da editora Agir do grupo Ediouro. Enquanto a publicação não chega, várias informações sobre esse trabalho já podem ser vistas aqui no Mais Quadrinhos, incluindo as páginas iniciais de meu roteiro desenhado e uma das páginas finalizadas do álbum (para ter acesso a essas informações, basta clicar no marcador MEMÓRIAS PÓSTUMAS abaixo).
Mas as novidades não param por aí!
Entre agosto e setembro de 2009, enquanto eu acompanhava o trabalho do Melado, produzi uma nova adaptação machadiana para os quadrinhos. Desta vez, a obra adaptada foi Dom Casmurro. Com a roteirização já pronta, a HQ ainda não tem uma editora definida, mas todos poderão começar a conferir um pouco deste trabalho aqui no Mais Quadrinhos. Nos parágrafos a seguir, reproduzo minha proposta de adaptação do clássico machadiano (como apresentei às editoras) e nas próximas postagens vocês poderão conferir as doze primeiras páginas de meu roteiro desenhado (o traço, é claro, não é o que será publicado no álbum futuramente, pois se trata de uma roteirização ilustrada).
Publicado em 1899, Dom Casmurro é considerado por muitos a obra-prima de Machado de Assis. Narrado por seu personagem-título, o livro é uma brilhante exposição da psicologia humana e também o retrato de uma das mais completas personagens literárias já criadas: a bela Capitu dos “olhos de cigana obliqua e dissimulada”, dos “olhos de ressaca”. Já o Bentinho / Dom Casmurro revela-se ao contar-nos sua história, na figura de alguém que busca compartilhar suas dúvidas e confessar seus arrependimentos.
Dom Casmurro é um livro de pares e contrastes. Há, antes de tudo, o contraste entre o momento em que se narra e o passado que é narrado. E há, sobretudo, o par formado por Bentinho e Capitu, personagens que se complementam e vêm a si mesmos como imagens espelhadas, revelando-se portanto dois opostos. Nascem daí as muitas dubiedades que comporão o texto machadiano: Bentinho seminarista, mas enamorado de Capitu; Capitu enamorada de Bentinho, mas também interessada numa melhor condição social.
Essas dubiedades iniciais acumulam-se ao longo da obra, dando espaço a outras, como as trazidas por Escobar, o amigo de Bentinho que parece guardar interesses além da amizade sincera por este. Do encontro dessas três personagens emerge a questão pela qual o livro tornou-se mais célebre: teria Capitu traído Bentinho? Logo, seria Ezequiel fruto da traição de Capitu com Escobar? Nesta última dúvida, expressa-se mais um espelhamento, já que o menino Ezequiel parece, ao menos aos olhos de Bentinho, o reflexo do falecido amigo Escobar.
Minha proposta de adaptação de Dom Casmurro para os quadrinhos parte dos pontos indicados acima. Com o texto já pronto, a HQ terá 78 páginas, sendo dividida em 24 Partes, todas com um número par de páginas (2, 4 ou 6). Nestas, a diagramação e a composição refletirá os temas apontados acima, como o motivo dos olhos, os espelhamentos, as dubiedades e a narrativa reflexiva do Bentinho / Dom Casmurro. Além disso, a oposição entre o momento em que se narra e o passado narrado será expressa visualmente por meio de dois estilos de desenho diferentes.
Confiram nas próximas postagens as doze primeiras páginas de meu roteiro desenhado para a versão quadrinística desta obra-prima de nossa literatura.
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