
Quando defendi minha tese de doutorado, em março de 2004, eu já tinha a ideia de adaptá-la para livro, uma forma que considero mais acessível e democrática que o texto acadêmico. Para tanto, segui o que havia feito com minha dissertação de mestrado, dividindo o texto em duas partes: uma primeira trazendo a discussão teórica da tese, uma outra com a analise da obra que serviu de objeto para a pesquisa, no caso a série Fradim produzida por Henfil entre as décadas de 1970 e 1980.
Este segundo livro, que intitulei “A revolução de Fradim”, continua inédito. Já o primeiro, que chamei de O Riso que Liberta: ou as origens da caricatura, foi lançado em 2007 pela editora Marca de Fantasia. Nele, faço um levantamento das origens históricas e apresento o desenvolvimento do que veio a ser o estilo caricatural e a linguagem da caricatura, bem como da charge e do cartum. É, portanto, um livro que tem como tema central o humor político, mas antes de tudo a caricatura como expressão estética da contestação, enquanto oposto da bela imagem clássica. Em suas páginas, seguimos numa viagem que nos leva da Grécia antiga à Europa renascentista, das revoluções urbanas dos séculos 17 e 18 às revoluções estéticas dos séculos 19 e 20. Nessa história, encontramos artistas célebres como Leonardo da Vinci, Hieronymus Bosch e William Shakespeare, Francisco Goya, Honoré Daumier e Pablo Picasso, assim como Angelo Agostini, Ziraldo e Henfil.
O Riso que Liberta é um texto para quem quer conhecer as origens da caricatura, e também saber mais sobre uma história artística e cultural menos conhecida e valorizada, que é a história ligada ao humor e ao realismo grotesco. Para quem estiver interessado, o livro pode ser adquirido diretamente com o editor:
O Riso que Liberta
112p, 13x19cm
R$15,00







