03/01/2009

Solar, um herói brasileiro.


Foi em meados de 1994 que o personagem Solar nasceu. Na época, eu já havia desenhado algumas HQs curtas e produzido um fanzine, mas queria trabalhar num projeto maior. Foi então que tive a idéia de criar uma série com um herói brasileiro. Desde o início, defini que o personagem não teria os espalhafatosos uniformes dos super-heróis norte-americanos, o que por si só já o afastava daquele popular gênero de quadrinhos.

Mas seriam necessários outros elementos para diferenciar e justificar meu projeto, pois eu não queria fazer apenas mais uma revista de personagem com superpoderes. E o fato é que, a partir daí, “o universo começou a conspirar a meu favor” e as peças do mosaico criativo foram surgindo. Primeiro, vieram as influências históricas e filosóficas, saídas do curso de História que eu iniciava na Universidade Federal de Minas Gerais. Descobri ali o conceito de “Apolíneo e Dionisíaco” de Nietzsche, o “Complexo de Édipo” de Freud e a concepção do “herói trágico” grego, que fundamentariam o personagem e alguns dos primeiros roteiros da série.

Na mesma época, li pela primeira vez as HQs de Monstro do Pântano escritas por Alan Moore, que me mostraram ser possível conciliar histórias de heróis a elementos místicos e míticos. Em seguida, ganhei do cartunista Nilson Azevedo sua revista A Falta de Educação no Brasil, com a qual aprendi como criar uma história com ação, partindo de situações cotidianas e de uma ambientação local. Fundamentais para minha formação como quadrinista, esses trabalhos ensinaram-me como escrever um roteiro envolvente, tendo como base a realidade brasileira.

Em poucas palavras, o personagem que eu estava criando era um "herói apolíneo", um herói solar. Mas faltava ainda uma característica que marcasse sua identidade em relação à de outros já existentes. Em grande medida, o que determina a razão de ser do herói e o porquê de ele ser um indivíduo especial são sua origem e a identidade cultural que ele representa. Portanto, era preciso dar uma origem cultural a meu herói. Foi aí que chegou a minhas mãos o ótimo Maíra de Darcy Ribeiro e mais tarde o saboroso Xingu: os índios, seus mitos de Orlando e Cláudio Villas Bôas. Com isso, o mosaico estava completo: eu já tinha em mente o herói que chamaria de Solar.

Em julho de 1994, eu ensaiava os primeiros esboços para o visual do personagem, enquanto concebia a trama principal. Escolhi para ele o nome Gabriel Azevedo e criei personagens coadjuvantes, como seus pais adotivos, sua mãe Sofia Ribeiro e sua esposa Cristiane Villas Bôas. Ele voaria e enfrentaria desafios similares aos do Super-Homem dos anos 80 e trabalharia como fotógrafo, passando por dificuldades semelhantes às do Homem-Aranha dos anos 70. Porém, no lugar de uma grande metrópole norte-americana, as aventuras de meu personagem aconteceriam num ambiente que conheço bem: minha cidade-natal, Belo Horizonte.

Em sua concepção inicial, o projeto teria um total de vinte e um capítulos, divididos em três livros: “Asas de Ícaro”, “Solo Sagrado” e “Humanidades”. No início do segundo semestre de 1994, os dois primeiros roteiros já estavam prontos. Porém, eu havia decidido que não desenharia a série, pois meu estilo mais limpo e com elementos cartunizados não se adequava ao clima de ação da HQ. Só me restava procurar um desenhista. Foi então que conheci o ilustrador Ricardo Sá (autor da imagem que ilustra esta postagem), que se interessou em embarcar no projeto comigo, após ver os dois primeiros roteiros. Desenhista veterano, em pouco tempo ele acertou um visual ideal para os personagens e começou a desenhar a primeira HQ.

Enquanto Solar tomava forma, eu continuava a escrever novos capítulos da série e começava a buscar uma forma de pagar pelo trabalho de Ricardo e financiar o lançamento de uma revista. Já em 1995, consegui a aprovação pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura para sete números da revista Solar. Mas restava ainda conseguir empresas que financiassem o projeto, através de um mecanismo de renúncia fiscal. E uma vez que a Lei de Incentivo só cobria uma parcela dos custos, tive também que conseguir apoios e patrocínios complementares. Mas, enfim, com um logotipo criado por Cristiano Seixas e a colaboração do amigo Dênio Takahashi, em março de 1996 pude lançar o primeiro número da Solar.

Ter aquele n°1 em mãos foi uma sensação indescritível! É claro que o trabalho estava apenas começando e eu logo descobriria que conseguir lançar uma revista não era o maior desafio para um quadrinista independente. Não demorou nada para eu perceber que a divulgação e a distribuição eram os verdadeiros problemas da produção brasileira de quadrinhos. Além disso, produzir uma HQ de vinte e duas páginas, sem poder se dedicar integralmente ao trabalho, não é nada fácil. Assim, mesmo tendo os quatro primeiros capítulos já desenhados, Ricardo acabou se atrasando no quinto e sexto. Então, para o sétimo capítulo, assumiu uma equipe do Estúdio HQ, formada por Erick Azevedo, Sidney Telles, Fernando Rabelo e Fabiano Barroso.

O fato é que, com alguns rearranjos, seguimos em frente lançando em 1996 as revistas com os sete capítulos do livro “Asas de Ícaro”, reunidos numa coletânea em dezembro daquele ano. A revista Solar chegava ao fim, mas a saga do personagem continuaria numa nova publicação. Afinal, enquanto produzia as últimas edições de minha primeira revista, consegui a aprovação pela Lei de Incentivo para as sete edições da Caliban. Lançada em agosto de 1997, a nova revista daria continuidade às aventuras de Solar, trazendo novos personagens e séries, bem como histórias curtas. Além de Ricardo Sá, desenhistas ligados ao Estúdio HQ e ao Big Jack participaram das edições, que contaram ainda com o talento de Flavio Colin, Julio Shimamoto e Mozart Couto.

Em seu primeiro ano, a Caliban teve quatro números publicados, com memoráveis festas de lançamento e uma pequena participação na 3ª Bienal Internacional de Quadrinhos. Ficaram para 1998 os três últimos números, que completaram as séries lançadas na revista. A principal delas, é claro, era a saga de Solar, que reestreou na Caliban n°1 com o primeiro capítulo de “Solo Sagrado”. O personagem voltaria em quase todas as edições da revista, mas minha idéia inicial para uma série de vinte e um capítulos seria resumida para quatorze, sem perdas muito substanciais. A verdade é que naquele ano de 1998 eu aspirava a vôos ainda mais altos do que aquelas primeiras revistas poderiam me levar. O principal deles chamava-se Estórias Gerais.

Com Solar e Caliban realizei meu sonho de lançar revistas em quadrinhos. Criá-las foi uma grande aventura e, embora não tenham sido um sucesso comercial, elas marcaram seu lugar no circuito dos quadrinhos independentes. Quanto ao Solar, apesar de alguns excessos e falhas em suas HQs, ele é um personagem original e interessante, que rendeu boas situações narrativas. Tanto é que, ao longo dos anos, notei influências e até mesmo plágios de meu trabalho em outros quadrinhos brasileiros. Com isso, por gostar muito do conceito do personagem e com o objetivo de lhe dar histórias mais bem-acabadas, decidi em novembro de 2004 trabalhar numa reformulação. Mas esta, como se diz, é uma outra história...

(Para saber mais sobre o personagem Solar, clique no marcador abaixo.)

32 comentários:

Tiago Cordeiro disse...

Wellington, existe como adquirir as histórias? Gostei dos conceitos que você discutiu.

Se não houver como, você pode liberar os roteiros?

Eu escrevo para um site nerd, o melhoresdomundo.net podemos sempre trocar figurinha quando você lançar esses projetos. Achei esse Solar bem interessante...

Meu mail é: tiagocordeiroferreira@gmail.com qualquer coisa, entre em contato. Continuarei acompanhando você por aqui!

Wellington Srbek disse...

Olá Tiago,
Legal você ter se interessado pelo personagem! Da revista Solar eu não tenho mais nenhum exemplar. Mas a livraria Leitura Savassi, aqui de BH, ainda tem um pacote com a coleção completa Solar/Caliban, a um preço bem em conta. Eles fazem venda pelo correio: (31) 3281-6169.
Todos os meus roteiros são desenhados (não são textos escritos), o que dificultaria para te enviar (além disso, do Solar acho que não tenho mais aqui).
Uma boa novidade é que a nova versão do Solar, que cito no final do texto, finalmente ficou pronta (após 5 anos de batalha). E ficou bem melhor que a versão original, e será uma revista/álbum com 60 páginas de quadrinhos. Agora só dependendo de conseguir uma editora (o que não está nada fácil) ou arrumar a grana para lançar do próprio bolso (que não é a melhor opção).
No meu saite você encontrará mais algumas informações sobre a Solar/Caliban. Depois me diga se conseguiu as revistas com a Leitura.
No mais, continuemos em contato. Grande abraço!

OCP disse...

Gostei deste personagem, Solar, e espero que consiga lançar as novas histórias em breve. :)
Parece um personagem bem interessante...

Abraço. :)

Dênio disse...

Ei velhinho. Quanto tempo já se passou desde que o Solar deu seus primeiros voos sobre BH... Foi sempre um prazer estar junto em seus projetos. Obrigado e grande abraço.

Wellington Srbek disse...

Olá OCP,
Rapaz, eu gosto muito do Solar. Ele marcou época na minha vida e no movimento de quadrinhos da cidade. Era um personagem até bem conhecido entre as pessoas que liam quadrinhos independentes (uma vez, num evendo de quadrinhos da prefeitura, um cara até desceu de um prédio caracterizado como Solar).
Acho que no primeiro semestre deste ano, a nova versão deverá ser finalmente lançada. Além disso, ando pensando na possibilidade de tornar disponíveis novamente os primeiros capítulos da versão original.
Grande abraço!

Wellington Srbek disse...

Pois é, Dênio! Já são 15 anos... E você estava lá desde a primeira revista, e sem sua colaboração eu certamente não teria conseguido fazer tudo o que fiz. Da mesma forma, seria muito difícil agora fazer essa nova versão do Solar, sem sua ajuda nos balonamentos e na editoração eletrônica. Você é o verdadeiro herói dos meus quadrinhos!
Grande abraço, e eu é que agradeço!

Jean disse...

Que pena que não tem mais edições do Solar pra vender... Eu conhecia o seu personagem só de ouvir falar, nunca tinha visto nada dele. E depois de ler o seu texto fiquei curioso, porque encontrar um super-herói brasileiro BOM é mais difícil que encontrar um político honesto. =) Só de você ter se livrado das malditas roupas carnavalescas já é um alívio!

Cleber disse...

Bons tempos... Meu amigo, espero que tenha sucesso a sua nova empreitada e que consiga uma editora para o projeto. Um ótimo 2009 com muitos novos projetos vindos à luz.

Wellington Srbek disse...

Olá Jean,
Com o interesse que o texto despertou, estou até tentando ver um jeito de disponibilizar as primeiras HQs do Solar original.
Um detalhe é que justamente por não ter "as malditas roupas carnavalescas" não acho que o Solar se classifique exatamente com um super-herói. Claro que ele voa e tem uns poderes lá, mas...
Grande abraço!

Wellington Srbek disse...

Olá Clebão!
Pois é, amigo, era um tempo fantástico. Fizemos muita coisa aqui. Dá saudades!
Valeu pelos votos! Tudo de ótimo para você, e que o Sol brilhe forte e alvissareiro sobre nós!

Ismael Fancito. disse...

1994! No post já avisava que Solar não segue alguns dos clichês mais difundidos na criação de superheróis em qualquer país, mas é muito surpreendente que nem a narrativa ou a arte dos 'supermodelos' de Image lhes afetassem criativamente.
O pesadelo dos edifícios me recorda a Juan Giménez. Encantam-me as seqüências mudas.

Anderson Cossa disse...

Olá Wellington, Curti muito a HQ do Solar. Ficou umas pontas soltas que prometem lá. Não conhecia esse seu personagem. Você tem mais HQs dele, ou pretende lançar outras futuramente?

Já arquivei a Hq na minha pasta de história on-line.

Parabéns por mais esse belo trabalho.

Abraço!

Jean Okada disse...

Achei muito bom, cara. Se todos os super-heróis nacionais fossem bem feitos assim, já teríamos botado a Marvel e a DC pra baixo que nem o Mauricio fez com a Disney. :)

Dois palpites (o primeiro talvez não tenha nada a ver, já que se trata de um trabalho antigo seu) caso você retome o personagem algum dia: 1) atenção a alguns diálogos, tem uma coisinha ou outra que podia ficar mais coloquial, mais "mundano". Mas é pouca coisa mesmo, isso é chatice minha. 2) Talvez fosse bom rever o visual do personagem,pois embora seja MUITO melhor que as eternas roupas coloridas dos supers, acho que um cara de sobretudo não combina muito com o nosso clima daqui, não importa o que os góticos digam.

Penso diferente de você quando disse que o Solar talvez não se encaixasse no gênero "super" por causa da ausência da roupa carnavalesca. Acho que você fez um super-herói, sim, mas adaptou à realidade brasileira. Não é uma mera cópia, como a maioria faz. A mim, convenceu.

Wellington Srbek disse...

Olá amigo, Ismael! Fico feliz que tenha gostado de Solar. Realmente a Image nunca foi um modelo para meus trabalhos.
Aguarde a nova versão que deverei lançar este ano!
Saludos!

Wellington Srbek disse...

Olá Anderson,
Como expliquei no texto, a versão original de Solar teve ao todo 14 capítulos, publicados nas edições da SOLAR e da CALIBAN.
E sim, o personagem será relançado este ano, numa versão reformulada.
Grande abraço!

Wellington Srbek disse...

Olá Jean,
Aquilo ali é só o começo! O personagem teve mais treze capítulos nos quais desenvolvi sua história e suas características.
Mas a versão original tem sim algumas falhas e alguns excessos. Por outro lado, ela tem lá suas virtudes, em especial a originalidade e algumas inovações para a época (o cartunista Nilson, de quem falo no texto, até chamou minha atenção para semelhanças entre o Solar e alguns elementos da primeira temporada do seriado Heroes).
Por essas coisas, resolvi trabalhar numa reformulação do personagem que já está pronta e agora depende de um editor ou de patrocínios.
Ah, sim, eu me livrei do sobretudo...
Abraço!

Wesley Viana disse...

Caro Wellington, você sabe que sou um grande fã do Solar. Tenho muito orgulho da existência de um herói brasileiro tão bem trabalhado e original. Graças a você pude perceber que os autores brasileiros não ficam devendo nada aos americanos, ao contrário, podem ser muito mais criativos e inovadores. Aguardo ansiosamente a reformulação de Solar, embora eu saiba das dificuldades. Vida eterna ao Solar!

Wellington Srbek disse...

Grande Wesley,
Pôxa, valeu demais por suas palavras! São coisas assim, amigo, que justificam todo o trabalho que tenho produzindo quadrinhos!
Sobre a reformulação, na minha opinião ela ficou melhor que a versão original. E ela finalmente ficou pronta (após 4 anos de problemas com desenhistas que pegaram o projeto e largaram). Os desenhos agora foram produzidos por Rubens Lima e o roteiro está mais eficiente e conciso, sendo centrado na essência do personagem.
Enfim, se as coisas derem certo, ainda neste primeiro semestre lançarei "SOLAR: Renascimento".
Grande abraço, Wesley!

OCP disse...

Já baixei a HQ do Solar e não fiquei desapontado, na verdade gostei tanto que talvez em breve tenha algo para lhe mostrar. ;)

Em contrário ao outros que comentaram, talvez por não ser brasileiro, eu até que gostei do sobretudo. :))

Mas tanto a nível de história como de desenho, esse primeiro numero está o máximo. :D

Obrigado por disponibilizar online para nós que não conhecíamos.

Abraço. :)

Wellington Srbek disse...

Olá OCP,
Fico muito contente que a HQ tenha agradado aí! Disponibilizar esse capítulo da versão original de Solar está se revelando uma idéia acertada, pois assim meu trabalho está podendo chegar a leitores aí na Europa, o que a revista impressa provavelmente não conseguiu.
Sobre o sobretudo, ele foi uma forma (para este primeiro capítulo) de termos algo que lembrasse uma capa de super-herói, da mesma forma que os óculos de motocross imitariam uma máscara.
E já que gostou dessa primeira versão, torço para que você possa ler a reformulação do personagem, que lançarei em breve.
No mais, aguardarei notícias suas. Grande abraço!

zerobertopress disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Wellington Srbek disse...

O comentário anterior foi excluído por mim, pois não vejo razão para manter palavrões e expressões grosseiras nas páginas deste blog. Críticas fundamentadas são bem-vindas, mas palavras gratuitamente agressivas serão simplesmente excluídas por mim. Este é um espaço voltado à livre expressão e participação, desde que com civilidade.

Jean Okada disse...

Esse que comentou foi o JRP, um troll conhecido. Pergunta pro Sidney Gusman que é o cidadão que ele te conta. Mas se segura pra não rir. É só apagar o comentário da lacraia e dizer "Beetlejuice" 3 vezes que ele some. =)

Wellington Srbek disse...

Essa foi boa, Jean! Mas olha que eu ainda me surpreendo com a mediocridade e ignorância humanas. Tem gente muito pobre de espírito!
Abraço, amigo!

Bira disse...

Srbek!!!!!!
Finalmente vou conseguir falar contigo.
Posto comentários aqui, mas não vejo as respostas!
Grande idéia de postar a HQ do Solar aqui. Concordo com o Jean, como a HQ foi feita há um bom tempo, se for republicar , vc podia mexer nos textos e até nos desenhos...
Sou fã dos teus roteiros, camarada.
Quem sabe faremos uma parceria qualquer dia?
Aliás, pensei em desenhar alguma coisa inspirada no teu livro sobre Humor.
Que adorei, claro!
Abração

P.S.
Vc soube da morte do Claude Moliterni?
http://caricasdobira.blogspot.com/2009/01/minha-homenagem-claude-moliterni.html
Vídeo interessante qu usa linguagem de animação e fala sobre consumo, produção, EUA, vida e morte do planeta. http://www.unichem.com.br/videos.php Minha dúvida é se a garota viajou mesmo o mundo inteiro, bancando do próprio bolso, pra descobrir tudo aquilo. De qualquer forma o vídeo tá muito bem feito e bem sacado! Abraço
http://www.unichem.com.br/videos.php

Wellington Srbek disse...

Grande Bira!
Ué, mas eu respondi a todos os seus comentários aqui...
Rapaz, vamos trabalhar juntos em algo, sim! Também sou fã de seu trabalho. Talvez, como você mesmo sugeriu, possamos fazer algo a partir de "O Riso que Liberta".
Sobre o Solar, já existe na verdade uma reformulação pronta, que agora só aguarda uma editora ou um patrocínio para ser lançada. Torça por mim!
Vou conferir os links! Valeu pelas dicas.
Qualquer coisa, escreva direto para meu e-mail.
Abração!

OCP disse...

Heya Srbek,

Como prometido aquando da leitura da primeira HQ do Solar, pode passar lá no meu blogue. :D

Espero que goste. ;)

Abraço. :)

Wellington Srbek disse...

Olá OCP!
Passei no blog para conferir seu trabalho e achei muito legal! Pôxa, valeu demais! Quando escrevi sobre o Solar aqui e disponibilizei a primeira HQ jamais pude imaginar que ele ganharia uma homenagem, muito menos vinda d'além mar!
E vou te dizer, você acertou no cenário, pois o tempo aqui em BH nesses dias está bem cinzento como na sua imagem.
(Aliás, infelizmente o drama dos desabamentos continua se repetindo, mesmo passados 15 anos desde que escrevi aquele roteiro. Êh, Brasil!)
Gostei muito também do seu texto! Quem quiser conferir, o endereço direto é: http://ocportugal.blogspot.com/2009/01/solar-um-super-heri-do-brasil.html
Grande abraço!

Renata disse...

Li o primeiro capítulo que vc disponibilizou e gostei muito! É muito bom ter um personagem brasileiro ambientado em nossa Belo Horizonte! Sucesso para vc e Solar!!!

(Tô adorando a oficina de quadrinhos lá no Centro Cultural da UFMG!!! //(^_^)\\

Inté!!!

Wellington Srbek disse...

Olá Renata,
Que bom que gostou do Solar original! Mas olha que a nova versão que estamos lançando agora ficou ainda melhor!
Sobre o curso de quadrinhos, também estou gostando muito da turma de vocês e tenho certeza de que faremos algumas ótimas HQs ao final.
Beijo!

MiGuEl RuDe disse...

"Fundamentais para minha formação como quadrinista, esses trabalhos ensinaram-me como escrever um roteiro envolvente, tendo como base a realidade brasileira."
digo o mesmo vindo de solar... eu ainda adolescente passei coicidentemente pela mesma fase : de tipocos herois superpoderosos e espalahfatosos, apos ver anuncio de solar na comic generation e começar a ler mosntro do pantano e sandman na mesma epoca, reformulei as coisas que criava.
mas...meu encanto maior foi a inauguraçao da gibiteca (hj defasada) e encontrado solar na mesma!
o resultado foi pesquisar pesquisar e pesquisar, antes de lançar qualquer personagem.
o resumo desses eventos culminou em "cabala"
http://personagemcabala.blogspot.com/
e "sete"
http://quadradinhosbd.blogspot.com/2010/07/sete-pagina-7.html#comments
duas heroinas que sempre sonhei contracenarem com o solar um dia...
meu msn de contato é : namarra_1@hotmail.com

Wellington Srbek disse...

Olá Miguel,
Que bacana que o Solar original tenha tido uma influência no seu trabalho! Acho que foi um trabalho que marcou presença naqueles anos 90.
Creio que cheguei a ver uma de suas personagens na Bravo Retumbante. Só posso te desejar sorte e sucesso na difícil trilha dos quadrinhos brasileiros!