11/11/2007

30 anos de Heavy Metal.


Em abril de 1977, surgiu nos Estados Unidos uma revista que mudaria a história dos quadrinhos ocidentais. Levando o que havia de mais revolucionário nas HQs européias para um mercado viciado aos padrões de sucesso, a Heavy Metal chegou para transformar e influenciar a produção de quadrinhos em todo o mundo.

Desde a década de 1960, os quadrinhos na Europa passavam por uma verdadeira revolução. Refletindo as transformações históricas e sociais, os trabalhos dos quadrinistas europeus introduziram novas temáticas, narrativas, técnicas e estilos de desenho. Esse movimento de renovação tornou-se mais claro e avassalador a partir do surgimento do grupo Les Humanoïdes Associés. Formado pelos quadrinistas Jean-Pierre Dionnet, Moebius e Phillippe Druillet, o grupo lançou nos anos 70 a revista Métal Hurlant.

Especializada em quadrinhos de ficção científica e fantasia, a Métal Hurlant tornou-se referência para quadrinistas em toda a Europa. Basta dizer que foi em suas páginas que surgiu Arzach, a revolucionária série de HQs sem balões, com as aventuras de um misterioso guerreiro que cavalga um gigantesco pássaro-fóssil. Com roteiros simples e desenhos fabulosos, estas pequenas histórias tiveram o impacto de verdadeiras “bombas” que colocaram o nome Moebius na galeria dos maiores artistas dos quadrinhos mundiais.

O sucesso da revista européia chamou a atenção de editores norte-americanos que, em 1977, decidiram lançar uma versão norte-americana: a Heavy Metal. Tendo como destaque traduções das HQs da Métal Hurlant, como a série Urm de Phillippe Druillet, a nova revista também abriu espaço para artistas norte-americanos, como Richard Corben com sua série Den. Misturando sexo, drogas, violência e ficção científica, trazendo inúmeros estilos e técnicas, as HQs da Heavy Metal conquistaram fãs em todo o mundo, popularizando os quadrinhos de vanguarda e inspirando a criação de várias versões e cópias estrangeiras.

A partir dos anos 80, contudo, a revista trocou a diversidade experimental e a contestação sociocultural por uma posição mais estável no mercado. Nos anos 90, a revista chegou até a ganhar uma breve edição brasileira. Nesse período, passaram por suas páginas ilustres colaboradores, como Simon Bisley, Enki Bilal, Milo Manara, Paolo Serpieri e Miguelangelo Prado. Mas, embora continue influenciando e trazendo um pouco do que há de melhor nos quadrinhos mundiais, a Heavy Metal de hoje não tem a mesma importância de sua versão de 30 anos atrás.

10 comentários:

Rodrigo Lara disse...

Bom, eu só tenho á agradecer pelo comentário deixado no meu blog, quando a gente decide optar por fazer quadrinhos ou qualquer coisa relativa a gente fica meio sem rumo e um comentário a mais ou a menos sempre faz a diferença obrigado mais uma vez, seu Blog e o site estão de parabéns, sucesso merecedor, sempre dou umas ´´andadas`` por aqui e sempre recomendo este Blog para quem quer se informar sobre quadrinhos!!!!!

Um cordial abraço!!!!!

Rodrigo Lara
http://rodlaradesign.blogspot.com

Wellington Srbek disse...

Olá Rodrigo,
Valeu pelos comentários também. E quero te dizer que não elogiei seus desenhos por cortesia - eles são bons mesmo! Alias, quero convidar a todos que lerem este comentário para passarem no blog do Rodrigo, pois tem uns desenhos bem legais lá.

Jaum disse...

Opa, e aí meu camarada?

Por falta de tempo não pude postar nenhum comentário antes! Mas tá muito fod@ o blog! É realmente difícil encontrar blogs tão bons falando sobre todos os tipos de quadrinhos atualmente.

Abraços!

Jaum

Anônimo disse...

Wellington!
Sou sua fã.
Parabéns pela iniciativa do blog. Vai ser ótimo acompanhar suas discussões por aqui.

Bjs, Zuzu.

Wellington Srbek disse...

Olá Jaum, Zuzu e todos mundo afora,
O que posso dizer? Muito obrigado por suas palavras! Farei o possível para manter a qualidade.
Grande abraço!

Anderson Cossa disse...

Olá Wellington!
Muito bacana esse seu novo espaço na web, hein?
Gostei muito de reler as sinopses (se é que posso chamar assim...) das fases dos quadrinhos que curtia no passado. É bem correto o que está relatando, e muito bom, pois há muitos leitores que pegaram o bonde andando e não sabem como nasceram seus super-heróis/séries prediletos e nem o que aconteceu por de trás dos bastidores.
Também está de parabéns pelo site. Gostei muito de ler os detalhes sobre sua parceria com o mestre Flávio Colin.
Esteja certo que estarei sempre acompanhando seu blog. Já estarei "linkando" você no meu blog!
Um forte abraço!

Patacoadas do Cleber disse...

Ô minino abusado... Cada hora que passo aqui tem um detalhe novo no layout... Ficou bunitim os fios pontilhados!

Wellington Srbek disse...

Fios pontilhados? Aqui não está com fios pontilhados!

tavares disse...

Comprei algumas revistas Heavy metal nacional,apesar do preço salgado. Tenho até hoje,inclusive a edição com autores brasileiros.Um abraço!

Wellington Srbek disse...

A Heavy Metal continua uma revista interessante, Tavares, mas seu auge mesmo foi nos anos 70 e 80.
Abraços!